domingo, 1 de maio de 2011
aos Trabalhadores (do mundo)
(Vinicius de Moraes)
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão -
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
- "Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
agora eu sei
Aliados: Estados Unidos, URSS, Inglaterra, França e Brasil.
Eixo: Alemanha, Itália, Japão e Áustria.
Quem ganhou a II Guerra Mundial?
Os aliados.
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial
sexta-feira, 22 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
brega também faz bem a saúde
Pra Ser Só Minha Mulher
(Erasmo Carlos / Ronnie Von)
Otto
Ah esse amor que me arrasta
Me gasta e me faz sofrer
Mas me devolve a vida
Escondida
Em quartos que eu não quis dormir
Ah esse amor bandido
Contido
Quer me machucar
Mas só me traz verdades
Que a idade toda não consegue dar
Abra os braços pra me guardar
Que eu todo vou me entregar
Começo, meio e fim
E a minha cuca ruim
Aperte a minha mão
Esse caminho é a solução
Pra te levar se quiser
Pra ser só minha mulher
Ah esse amor selvagem
Passagem pra loucura e pra dor
Mas eu confio na sorte
Eu sou forte como o bicho mais feroz
Ah esse amor aflito
Que eu grito e ninguém pode ouvir
Mas me entrega um sonho
Que eu componho em versos pra você dormir
segunda-feira, 18 de abril de 2011
contatos (estranhos)
Peço só para ser: um ser humano em construção. Uma pessoa comum. Uma cidadã no mundo. Um sujeito em contradição. Tenho qualidades e defeitos, como qualquer pessoa. Tenho facilidade até para enxergar meus defeitos, tão apontados (diariamente) por pessoas próximas. Não me sinto melhor, nem pior que ninguém. Quero mesmo é ser feliz. Ou seja, está feliz independente das crueldades alheias, pois ninguém está livre disso.
Tento não ser cruel, apesar das minhas brincadeiras de mau gosto. Tento não está fora do mundo, mas nesse sentido, ele deus, não foi muito bom na sua imagem e semelhança, eu mesma, nasci quando o céu estava no signo de gêmeos, com ascendente em gêmeos, do elemento ar. Não entendo nada de astrologia. Mas preciso justificar, para mim mesma, o porque da possibilidade de parecer fora de órbita, quando não faço uso de nenhuma substância que comprove tal freqüência.
Escrevo isso porque algumas situações me confundem, ainda mais. Quando já sou confusa o suficiente para esse mundo.
Ah! Pelo amor de deus!
Só apelando pra ele nessas horas. (Sem ironias, com todo respeito, me dá uma forcinha).
domingo, 17 de abril de 2011
tô com sintoma de saudade
Abololô, abolocô
E a saudade vem
Vem pra dizer que no peito
Há vazio há falta de alguém
Abololô, abolocô
E a saudade vem
Vem pra qualquer um qualquer hora
Por alguém que foi pra longe já volta
Foi para não mais voltar
Gente que sente e que chora
Alguém que foi embora
(Marisa Monte / Lucas Santtana)
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o problema não é a presença
mas a ausência
agora é só saudade
falta
agora é carência
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Mãezinha
Precisava dizer a ela que viver pode ser mais bonito.
Não cabe a mim, traduzir o que sinto.
Porque o que sinto não precisa ser traduzido.
Pode só ser. E já está dito.
Te amo mais que tudo.
Luz da minha vida. Cor da minha alma. Voz do meu coração.
O amor é mais que tudo. Assim mesmo, com e no pronome indefinido.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
sonhos
Continuará sonhando.
Mas, não era assim que previa.
Não era assim que queria.
Não desse jeito.
Quem sabe?
É porque são muitos jeitos diferentes.
Somos muitos em um só.
Somos tantos em nós.
Somos isso.
Sonha com um "isso" melhor.
Sonho com um "isso" mais bonito.
Mais lírico.
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Dicionário
Bonito:
Adjetivo.
1.Que agrada aos sentidos ou ao espírito, sem ser propriamente belo.
2.Que mostra nobreza; generoso.
Lírico:
Adjetivo.
1.Diz-se do gênero de poesia em que se cantam emoções e sentimentos íntimos.
2.Sentimental.
domingo, 3 de abril de 2011
domingo, 27 de março de 2011
céu
É tempo de cuidar da maneira de expressar o que deseja comunicar.
Juro que é o que mais penso nos últimos tempos, mas tenho uma dificuldade enorme de controlar o tom da minha voz e a forma de me expressar, principalmente nos assuntos mais calorosos. Exercício diário.
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Diversão de adulto
Por Martha Medeiros
Uma leitora que assistiu à entrevista que dei recentemente para Marilia Gabriela diz não ter entendido eu ter sido enfática sobre a importância de se valorizar a diversão num relacionamento, já que no primeiro bloco eu afirmei que não era de balada e preferia encontros mais privados. A ela, isso soou como uma contradição.
A leitora, que vou chamar de Carmem, não disse a idade, mas deduzi que ainda estivesse naquela fase em que diversão é sinônimo de festa – uns 19 anos, no máximo. Em tempo: eu gosto de festa. Um aniversário, um casamento, uma comemoração especial. Uma aqui, outra acolá, com algum espaçamento entre elas. Gosto.
Só que, quando falei em diversão, Carmem, falei antes de tudo num estado de espírito. Existe uma frase ótima, que não lembro de quem é, que diz que rir não é uma forma de desprezar a vida, e sim de homenageá-la. Mas atenção pra sutileza: isso não significa passar os dias feito uma boba alegre, dando bom dia pra poste. Trata-se de rir por dentro. De achar graça nas coisas. Mesmo as que não dão muito certo. A essa altura você já deve ter descoberto que nem tudo dá certo.
Parece um insulto falar de diversão com quem, aos 19 anos, deve ser expert no assunto, mas minha tese de mestrado, se eu tivesse que defender uma, seria: gente madura é que sabe se divertir. A verdadeira liberdade está em já ter feito vestibular, já ter terminado a faculdade, já ter casado, já ter tido filhos, já ter conquistado estabilidade profissional, já ter separado (é facultativo) e, surpreendentemente, ainda não ter virado um fóssil.
Com o resto de vida que se tem pela frente, sem precisar provar mais nada pra ninguém, muito menos pra si mesmo, é hora de arrumar a mochila e conhecer lugares que você sempre sonhou conhecer (Fernando de Noronha, quem sabe) e alguns que você nunca imaginou colocar os pés (Mongólia, digamos). Aprender um idioma só pela paixão por sua sonoridade: italiano, claro. Aprender a jogar pôquer ou ter umas aulas de sinuca. Aprender a cozinhar. Caso já saiba, aprender a cozinhar com intenção de abrir um restaurante um dia.
Você deve estar se perguntando: isso diverte um relacionamento? Ô.
Óbvio que é preciso trabalhar feito um escravo para custear toda essa programação, mas nada melhor para um casal do que se manter ocupado em seus ofícios e depois realizar juntos atividades desestressantes e hiperprazerosas, que deixarão ambos mais leves e, não duvide, mais jovens.
Carmem, se divertir é dormir cedo, acordar cedo, trabalhar, suar e arriscar. Pareço louca? Se divertir é isso também, enlouquecer. Festa é bom de vez em quando. E festa toda noite é coisa de gente triste. A vida mundana, ela mesma, é que tem que ser uma farra diária.
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ps.1: Texto lindo. Faz tempo que não posto Martha Medeiros por aqui.
ps.2: Faz tempo, também, que não posto um texto meu. Isso não quer dizer que não ando escrevendo. Mas que ando tímida para expor minhas últimas confissões. Qualquer dia falo um pouco mais de mim, por mim mesma. Por enquanto mostro um pouco de mim, pelas palavras dos outros.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Faz

(Toulouse-Lautrec)
Faz
(Mallu Magalhães)
Diz pra mim
Que vai e volta, mas,
e ouve do peito fundo,
o grito que chama "Faz".
Faz de mim
Mulher do teu coração
Errado tá todo mundo
Dizendo ser contramão
Não tô eu
Querendo tocar você
Se fosse mais um segundo
Já dava até na tv
Pom pom pom - pom pom(x3)
Pom pom pom - pom po-ooom
Diz pra mim
Que vai e volta, mas,
e ouve do peito fundo,
um grito que chama "Faz"
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Aí-há
(Mallu Magalhães)
Aí-há, de haver o dia, amor
Em que eu te espero na mesa
Pra tua surpresa
Eu já passei teu café
Aí-há, eu sonho tanto, amor
Que quase acordo ao teu lado
E dói um bocado ver
Que a cama é para um só
Ai-há é tão forte o choro, amor
De ter luz condenada
Com data marcada
A gente segue a tocar
Aí-há é tão forte o choro, amor
De ter, paixão condenada,
Tão apaixonada
Tem fé que o dia vem.
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Preciso relatar aqui que quando Mallu Magalhães apareceu eu e minha irmã não gostávamos muito dela como cantora. Ainda acho ela uma cantora "esquisita", um pouco desafinada talvez, possivelmente propositalmente. Mas, fui escutando. E como compositora eu gosto muito, porque ela é romântica e adoro as letras de música que escreve. Não entendo, profissionalmente, de música. Essas duas composições dela que postei aqui em cima, hoje, são minhas preferidas. Minha irmã continua não gostando. E minha irmã também me acha um pouco brega. (Ela tem razão, sou um pouco brega mesmo - de vez em quando - as vezes -)
Tom
(para o tom do meu coração)
"Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
(...)
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado".
domingo, 20 de março de 2011
Barack Obama

Barack Obama está no Brasil. Gostaria de relatar aqui essa visita histórica. Ainda que seja decepcionante a cobertura um tanto, quanto superficial de jornalismo a que tenho acesso, e que parece dar importância aos modelitos da primeira dama e ao esquema de segurança. Quando deveríamos nos atentar para que tipo de interesse tem nessa visita (?).
sexta-feira, 18 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
O que fica
Eu falo, mas não falo tudo.
Não consigo dizer, o que precisa ser dito.
Porque dói demais, esse meu ser esquisito.
quarta-feira, 2 de março de 2011
momentos
Ando envolvida com os preparativos de mais uma mudança. Espero daqui a pouco que esse vai e vem termine. Espero que eu pare em algum lugar.
Momentos 2
Fui num supermercado buscar caixas de papelão, para minha surpresa, as caixas tinham preço, R$0,25 (vinte e cinco centavos) cada uma. Claro que não comprei, já não basta comprar alimentos por ali.
Momentos 3
Nublado o Rio fica menos encantado.
Momentos 4
Precisando traçar estratégias. Precisando alcançar metas.
Momentos 5
As músicas que escuto, as músicas que escolho são minhas melhores companhias nas horas de sofreguidão. Nos dias para acalanto. Nas noites de solidão.
Momentos 6
Busco não ser triste, mas a maturidade traz sobriedade, traz sombras.
Momentos 7
Porque no vai e vem, eu me levanto. E me estanco.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
nós
.................................................
How I wish,
how I wish you were
hereWe're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here
...................................................
Como eu queria,
como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui
domingo, 20 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
confissão
Link (blog do Agamenon):
http://oglobo.globo.com/cultura/agamenon/
....................................................................
Agamenon Mendes Pedreira é um personagem criado pelos humoristas brasileiros Hubert e Marcelo Madureira, integrantes do grupo Casseta & Planeta. Desde 1989 Agamenon tem uma coluna com seu próprio nome no Segundo Caderno do jornal O Globo.
Logo no começo da publicação da Coluna não havia a menção "Humor" e os mais desavisados pensavam tratar-se de um colunista como outro qualquer porém seus textos com segundas - e às vezes terceiras - intenções causavam muitas dúvidas, controvérsias e discussões.
Igualmente, no começo, Agamenon tinha outro sobrenome, Mendes Caldeira, o que provocou pedido dos familiares com esse sobrenome para que se mudasse o mesmo. Isso aconteceu e temos agora o Agamenon Mendes Pedreira.
(wikipedia)
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
passarinho
ele só quer passarinhar"
(Roque Ferreira)
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eu prefiro assim:
o meu amor é passarinheiro
ele gosta de passarinhar
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domenica
domingo, 30 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
fugindo
eu fujo não sei por que (?)
fujo de mim
fujo de ti
fujo do outro
fujo daqui
de lá
de cá
não sei pra onde vou
mas sei o que me faz bem
e o que faz bem pra mim (?)
desculpas
não preciso mentir
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Apalpe - 2011

Foi tudo lindo! A lá Caetano: “O Rio é lindo! A Bahia é linda!”
Dia 20/01
18h – Sarau Apalpe
Cheio de apresentações, as mais diversas e variadas possíveis. Nesse momento apresentei a minha pesquisa coreográfica – Arrabalde – que foi adaptada para o evento.
Destaque para a performance do Jojo (Jorge Freire) e sua esposa Diva. Arrasaram!
Dia 21/01
16h – Roda de debate sobre o processo criativo das oficinas Apalpe.
Com: Écio Salles (mediador), George Araújo (participante) e Rafaelle Castro (participante).
Foi ótimo ouvir deles as inquietações acerca do processo. Particularmente, adoro ouvir mesas de debate.
18h – Processo. Vídeo Guia Afetivo
Apresentação de filmes (animação) inspirados no livro Guia Afetivo da Periferia (Marcus Vinicius Faustini).
Destaque para o filme Guia da Periferia Afetivo, que já postei aqui no blog, meu preferido.
20h – Processo. Cenas
Apresentação teatral de cenas com textos produzidos na primeira fase do Apalpe. Participei desse processo interpretando o texto, Contos da Manhã de Luciana Meireles.
Destaque para a interpretação de Luciana Bastos e Leandro Santanna, com o texto No ponto de Rafaelle Castro. Que foi sucesso de crítica e público. (Eles merecem! Meus queridos!)
Dia 22/01
16h – Oficina com Sérgio Vaz (Cooperifa / SP)
Tive o privilégio de participar dessa oficina e não tenho palavras para descrever a grandeza que é o poeta Sérgio Vaz, conhecê-lo e ouvi-lo é a vida na sua qualidade mais límpida. Foi maravilhosa a oficina.
Destaque para o poema dele:
Os miseráveis – Sérgio Vaz
Vitor nasceu no jardim das margaridas
Erva-daninha nunca teve primavera
Cresceu sem pai sem mãe sem norte sem seta
Pés no chão, nunca teve bicicleta
Já Hugo não nasceu, estreou
Pele branquinha, nunca teve inverno
tinha pai, mãe, caderno e fada-madrinha
Vitor virou ladrão
Hugo salafrário
Um roubava por pão
O outro para reforçar o salário
Um usava capuz
O outro gravata
Um roubava na luz
O outro em noite de serenata
Um vivia de cativeiro
O outro de negócio
Um não tinha amigo, parceiro
O outro sócio
Retrato falado Vitor tinha cara na notícia
Enquanto Hugo fazia pose pra revista
O da pólvora apodrece impenitente
O da caneta enriquece impunemente
A um só resta virar crente
O outro é candidato a presidente.
Toda vez que escuto me arrepio.
19h – Programa Apalpe (auditório)
Foi lindo!
Pena que acabou. Obrigada.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
meu sonho de consumo
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Sem me esquecer
Meus dias estão estreitos, as horas ficam contadas e o silêncio é quase nada. Sinto falta da calmaria em que preciso nos meus dias de cada dia.
Sabia que esse período não seria fácil. Sei que a subida é íngreme e duradoura. Mas, confesso, que busquei por ela, pedi que mais desafios me fossem apresentados. Pois, só assim me fortaleço. E não me esqueço. Tento encontrar forças para subir, caminhar, continuar. Mas, compreendo que o descanso também faz parte da subida.
Éramos crianças e subir até a pedra do urubu com meu Pai, em alguns domingos, era uma alegria sem tamanho, ver o Campeche lá de cima, acho que me acalmava. Essa lembrança me vem em pensamentos, nossa bengalinha produzida cuidadosamente com bambu, sem farpas, por meu Pai, nos ajudava dando apoio nos obstáculos da trilha. Nos obstáculos da vida.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Guia Afetivo da Periferia
Feliz Ano Novo

Pintura de André Derain (1880-1954)
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Mandei a palavra rimar.
Ela não me obedeceu.
Falou em mar, em céu, em rosa,
Em grego, em silêncio, em prosa.
Parecia fora de si,
sílaba silenciosa.
Mandei a frase sonhar,
e ela se foi num labirinto.
(Paulo Leminski)
sábado, 25 de dezembro de 2010
bate o sino
domingo, 19 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
volta
encontrei
o meu amor
ele tem os olhos de quem me quer
e a boca de quem me pede
são tuas
(as) mãos que me fazem carinho
e que me fazem cócegas
são teus
(os) braços que me confortam
e os
abraços que me seguram
me suportam
me envolvem
me cuidam
o colo que me balança
as pernas que me levam
os pés que me encontram
o peito que me acalma
o pescoço que me enlaça
as orelhas mais macias
o sorriso mais sincero
a lembrança mais segura
domingo, 5 de dezembro de 2010
queda-te me quedo
(só para deixar registrado que não gosto desse vídeo, com essa edição de imagens - ridículas -, muito literal e/ou legendada, gosto da música que é linda e fala por si só)
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ele vai
eu fico
ele não fala
mas eu escuto
(saudade)
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
na minha frente
Eu, um pouco exaurida com os últimos e recentes acontecimentos, logo despejei sobre ele toda a minha angústia daquele momento. Ele me ouviu, mas também falou.
E como foi bom ouvir aquele sotaque, em segundos estava de volta ao lugar onde nasci, por alguns minutos era lá que conversávamos despretensiosamente, por instantes estive mais calma e tranquila. Por pouco tempo, ele me fez feliz. Hoje foi ele que me fez sorrir.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Gravelover's
(descoberta musical - Mola 2010)
Graveola e o Lixo Polifônico + The Dead Lover's Twisted Heart = Gravelover's
falta
preciso sentir o teu cheiro
me pega de novo
preciso sentar no teu colo
me abraça de novo
preciso ouvir tuas leituras
me beija de novo
preciso estar do seu lado
me escuta de novo
preciso caminhar pela praia
me fala de novo
preciso dos teus pensamentos
me mostra de novo
preciso ver tuas dores
me chama de novo
preciso do teu olhar cúmplice
me junta de novo
preciso da tua mão
me traga de novo
preciso do teu sentimento
dos teus dissabores
mas, mais
do teu riso
preciso dos meus.
com.posições.políticas (2)
Mas, concluo que no último dia escutei coisas mais próximas dos meus pensamentos, e a minha compreensão foi melhor. Além, de assistir um espetáculo que me provocou uma inquietação em relação as perspectivas. Sigo perguntando: Para onde vamos? Para onde queremos ir?
sábado, 13 de novembro de 2010
com.posições.políticas
Alguns temas:
O que significa fazer arte política hoje?
Daniela Labra trouxe a seguinte questão: Onde estão os subversivos? (imagens comentadas) – Para Daniela perguntei uma coisa que eu e minha irmã conversamos muito. Como que a curadoria escolhe dentre as obras pensadas, feitas, produzidas pelo artista destinadas a experimentação, intervenção, interação com o público (só desse jeito é que a obra se realiza); o curador escolhe ou seleciona aquela que assim será e muda toda a perspectiva das outras que ficam para serem observadas. É uma questão para pensar, debater, etc. A Daniela me respondeu que isso não diz respeito, diretamente, a curadoria e que é uma questão muito mais complexa. Então, perguntei para pessoa errada. Por isso, eu e minha irmã continuamos sem resposta.
Marcelo Expósito fez uma fala muito politizada, crítica e fora de eixo, o que acho muito positivo, acho o desequilíbrio necessário quando falamos de política. Cheio de perguntas. Sobre o tema, Expósito abordou sobre os signos, símbolos dos movimentos sociais que considera relevantes e comentou imagens impactantes. Para Marcelo fica a minha afinidade em relação ao seu modo de pensar politicamente.
O desafio é politizar o corpo que dança
A minha mesa mais esperada e de onde vem essa necessidade de escrever sobre o tema. Minha questão (ou questões) acho que é bem simples. Não fiz pergunta, porque fiquei com vergonha. Sou de uma família politizada, de uma família que fez e que faz política, para ser mais específica, política de esquerda. Sempre tive interesse por política, comecei a militar no movimento estudantil muito cedo, etc. E também estive envolvida com a arte, especificamente a dança, desde muito nova. Porém, não entendia ou não sabia como era ou como ser um corpo político em cena, ou ser um corpo político.
Depois de estudar dança, e depois que cresci mesmo, amadureci, entendo e compreendo que para quem tem uma relação muito próxima com a política, age (ainda que não acredito ser naturalmente) e atua politicamente. Independente de sua escolha, digo artística ou não. Então, me pergunto: e para aqueles que não tem uma familiarização com a política, como fazer para politizar o corpo que dança? (continuo sem resposta).
Quem sabe até o final do seminário eu saiba.
http://www.cpp.panoramafestival.com/
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
dois
dois (2) é o par perfeito
dois (2) é o número de irmãos que eu tinha até o ano passado. Agora tenho três (3).
dois (2) é o número de pés que eu tenho e que me levam para os lugares mais lindos.
O dois (2) me divide
quero me virar em duas
sou do signo de gêmeos
quero estar em dois (2) lugares ao mesmo tempo
quero um (1) pra ficar junto de mim, e sermos dois (2)
quero festa de aniversário de criança
e casamento
sou dois (2) porque não sou uma
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eu não estava quando pediram pra gritar
não estava quando pediram pra falar o que eu não sabia
estava quando pediram pra cuidar de alguém
quando pediram pra sorrir
pediram pra calar
pra ouvir
ouvir minha solidão
domingo, 31 de outubro de 2010
sinceridade (palavra de ordem)

(Fred Astaire e Ginger Rogers)
Ela sabe o quanto precisa cuidar para não confundir sinceridade com falta de educação, pois existe uma linha tênue entre essas duas formas de se expressar. Mas agora tinham (alguém) confundido sinceridade com timidez.
Em algum lugar qualquer do mundo tocava uma música.
ele - Você quer dançar?
ela - Não. (sabia que não devia negar uma dança, mas estava num momento de respeitar suas vontades e "desvontades"como nunca estivera antes)
ele - Ah! Você é tímida?
ela - Não.
ele - Ah! Você não quer dançar mesmo?
ela - É.
Ainda assim, dançou. Porque não queria ser, nem parecer mal educada. Ainda que tivesse sido desrespeitada.
..............................................................
Sincero: Adjetivo.
1.Que se expressa sem intenção de enganar.
2.Verdadeiro, autêntico.
§ sin.ce.ri.da.de sf.
Tímido: Adjetivo.
1.Que tem temor.
2.Que tem dificuldade de relacionar-se com outrem; acanhado, bisonho, retraído.
3.Próprio de tímido (2).
§ ti.mi.dez (ê) sf.
Educação: Substantivo feminino.
1.Ato ou efeito de educar(-se).
2.Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano.
3.Civilidade, polidez.
§ e.du.ca.ci:o.nal adj2g.
Educar:
Verbo transitivo direto.
Verbo pronominal.
1.Promover o desenvolvimento da capacidade intelectual, moral e física de (alguém), ou de si mesmo.
2.Instruir(-se) (1 e 7). [C.: 1A]
§ e.du.ca.dor (ô) adj. sm.
Respeito: Substantivo masculino.
1.Ato ou efeito de respeitar(-se), ou sentimento de quem respeita.
2.V. consideração (2).
3.Receio, temor, medo.
Respeitar: Verbo transitivo direto.
1.Tratar com reverência ou acatamento; honrar.
2.Dar atenção ou importância a; considerar.
3.Não agir contrariamente a (decisão, orientação, regra); acatar.
4.Agir de modo que não fira, não prejudique ou não ofenda (alguém), ou não destrua (algo).
5.Admitir a existência ou o valor de; reconhecer.
Verbo transitivo indireto.
6.Concernir; referir-se.
Verbo pronominal.
7.Impor-se ao respeito de outrem.
§ res.pei.ta.do adj.; res.pei.ta.dor (ô) adj.
domingo, 24 de outubro de 2010
eu busquei a palavra mais certa
Há um lado carente
dizendo que sim
E essa vida (da gente)
gritando que não
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Quando ela chora
é porque tem algo que precisa
colocar pra fora
sábado, 16 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
franceses
terça-feira, 12 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Apalpe
APROXIMAÇÃO
entre nós mais espontânea e talvez
REVELADORA
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Apalpando
adoro:
brincar
rir
falar
escrever
compartilhar
ouvir
ver e assistir
sentir
trocar
perder e achar
não saber
encontrar
ser
com vocês
aos sábados
apalpar
Apalpe – A palavra da Periferia
(Apesar do “Jogo da Verdade” que participei no último dia e que sempre acaba me deixando encabulada e pensativa e acho que até um pouco arrependida no day after, de ter participado. Mas faz parte!).
Fiquei sabendo do projeto através de uma grande amiga e passei por um processo de seleção. Acabei entrando, até hoje eu e os outros 34 participantes não sabemos qual foi o critério de seleção. Mas sabemos que foram muitos encontros cheios de aprendizados, risos, beijos e abraços que nos tornaram pessoas mais consistentes e dinâmicas.
Ainda que consegui ser eu mesma, buscando a minha espontaneidade. Tenho que admitir que foi um processo difícil e doloroso. Porque dependia de mim, entender e fazer o que era pedido nas oficinas. Confesso que por muitas vezes me senti ignorante, ouvi nomes que nunca tinha escutado, exercícios que ainda não tinha feito, mas continuei seguindo em frente. Busquei, estudei, escutei, li, vi, escolhi estar disponível para tudo e todos. E trabalhei muito o desapego, a vaidade, a generosidade.
E o aprendizado foi ter conseguido escrever um conto ficcional, entendi que esse era um dos objetivos do projeto. Além de toda preparação para o grande evento final, 3 dias de Apalpe (não tem preço).
Só tenho que agradecer:
Heloisa Buarque de Hollanda, Marcus Vinícios Faustini, Écio Salles, Valquiria Ribeiro, Veruska Thayla, Alessandra Bizoni, Cristiane Braz, Beá Meira, Cadu Cinelli, Cézar Migliorin, Eduardo Coelho, Jailson Sousa e Silva, Luiz Eduardo Soares, Mano Brown, Ice Blue, Ronaldo Correia de Brito, Alessandro Buzo, Cannibal, Heraldo HB, Marcelo Moutinho, Vinicius Reis, Érica Peçanha, Aderaldo Luciano, Numa Ciro, DJ Saens Pena, VJ China, Alex Teixeira, Ana Paula Lisboa, Ana Ýcaro, Augusto Bapt, Combatentte Xavier, Cristina Hare, Davi Marcos, Eduardo Almeida, Edurado Kratochwil, Elisangela Pinto, Eloísa Brantes, Ernani Cal, Felipe Araújo, Flavia Muniz Cirilo, Flavio Mendonça, Henrique Silveira, João Aleixo, Jorge Freire, José Carlos Peu, Leandro Santanna, Luciana Meireles, Luiz Fernando, Luiz Salazar, Michele Cristina, Marcelo do Patrocínio, Márcia do Valle, Fafaelle Castro, Rafhael Couto, Renata Freitas, Wilian Santiago, Simone Figueiredo, Tetsuo Takita, Thati Mendonça, Vicente Duque Estrada. E tantos outros que contribuíram para realização desse projeto.
Muito obrigada e Parabéns a todas e a todos.
Conheça mais no blog: http://apalpe.wordpress.com/
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
pra começar
domingo, 3 de outubro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Maninha
que assim tão sem querer
das pessoas que mais amo
você sempre esteve (está) lá
é você meu bem querer
(para mim)
e quando nos falamos
é só compartilhar
uma emoção de riso e pranto
sem tamanho
pede pra parar
não consigo cessar
meu coração tão sem juizo
o que não acontece com você
acontece em dobro comigo
Amo-te!
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Grande Amigo
Tradução de Castro Alves
Disse ao meu peito, ao meu pobre peito:
- Não te contentas com um só amante?
Pois tu não vês que êste mudar constante
Gasta em desejos o prazer do amor?
Êle respondeu: - Não! não me contento;
Não me contento com um só amante.
Pois tu não vês que êste mudar constante
Empresta aos gozos um melhor sabor?
Disse ao meu peito, ao meu pobre peito:
- Não te contentas desta dor errante?
Pois tu não vês que êste mudar constante
A cada passo só nos traz a dor?
Êle respondeu: - Não! não me contento,
Não me contento desta dor errante...
Pois tu não vês que êste mudar constante
Empresta às mágoas um melhor sabor?
(Alfred du Musset)
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Um grande amigo me apresentou este poema. Ele também é poeta. E como tenho pensado tanto nele esses dias. E como não o tenho encontrado há tantos dias. Fica aqui registrado a minha saudade desse ser tão especial.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O seu amor

O seu amor
Ame-o e deixe-o
Livre para amar
O seu amor
Ame-o e deixe-o
Ir aonde quiser
O seu amor
Ame-o e deixe-o brincar
Ame-o e deixe-o correr
Ame-o e deixe-o cansar
Ame-o e deixe-o dormir em paz
O seu amor
Ame-o e deixe-o
ser o que ele é
(Gilberto Gil)
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"Amar é um ato de coragem." (Paulo Freire)
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domingo, 1 de agosto de 2010
Momentos
Momentos de pensamentos sérios, obscuros, mas importantes para todo e qualquer amadurecimento. Não queremos ser tolos e nem parecermos tolos. Queremos ser feliz com tudo que se tem direito, incluindo tolices.
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Escrevi isso um tempo atrás. Resolvi postar agora.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Exercício

Ontem vi a capa da revista Galileu em que fala sobre a possibilidade da internet nos emburrecer e isso é algo que me preocupa. Não comprei a revista, porque evito comprá-las, faço um esforço, e sabendo que é da editora globo, fico ainda mais desconfiada sobre o conteúdo, etc.
Mas estou tentando fazer um exercício de forma que torne meu uso virtual mais produtivo, mais consciente, mais econômico, mais inteligente. Estou buscando canalizá-lo para um uso saudável e objetivo. Porque sofro de um mal que me incomoda, sento no computador e esqueço o que realmente tenho que fazer.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Gabriel
Acabo de saber pelo meu Pai que ganhei um irmão. Na verdade ganhamos um irmão, éramos três, agora somos quatro.
Já sabia da possibilidade desse dia chegar. Mas não sabia como reagiria, e fico muito feliz e emocionada.
Quero que esse meu irmão seja muito feliz, tenha muita saúde e muito amor.

domingo, 18 de julho de 2010
Bar

Quando nasci ele já estava lá
E cresci acostumada a frequentar
Depois, também trabalhei lá (em alguns verões)
E foi assim,
durante muito tempo,
por muitos anos.
Agora ele se foi
e é muito difícil imaginar,
como chegar,
e não tê-lo mais lá.
Em meu peito
fica um enorme vazio
Sem falar da revolta de um direito.
Depois de saber sobre o acontecimento
meus olhos se enchem de lágrimas
em minha cabeça a lembrança
de quase todos os momentos
passados naquele bar
e o sonho de um dia, quem sabe
lá casar
Bar do meu Vô (tão querido)
Bar de histórias, de memórias, de modinhas, de trabalho,
de alegrias
Bar de lembranças, de andanças,
de calmaria
Fica a saudade!
Do encontro, do encanto,
da harmonia
Sem palavras para descrever tamanha tristeza.
Sem palavras para o vazio que fica.
Gente! Está difícil viver nesse mundo?!
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Acompanhem pelos links abaixo:
http://www.overmundo.com.br/guia/bar-do-seu-chico-praia-do-campeche-floripa
http://wp.clicrbs.com.br/julianawosgraus/2010/07/17/identidade-violentada/?topo=77,2,18,,,77
http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a2973938.xml
http://portal.pmf.sc.gov.br/entidades/floram/?pagina=notpagina&menu=3¬i=2152
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Escrevendo
Depois de muitos pequenos textos escritos e não publicados. Resolvi publicar meus meigos últimos poemas.
São tantos cadernos para me descobrir
Mas quero sentir e quero falar
Antes a necessidade
Antes sentir
a necessidade de falar
E conseguir
falar tudo que sinto
É o maior passo para o infinito
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Quando te vejo
não sei o que sinto
Talvez não tenha nome, significado
Não faça sentido
É um misto de incômodo
com querer incomodar
É sentir dor
e não querer chorar
É olhar para dentro
e não se enxergar
É querer conforto
e não encontrar
É olhar nos teus olhos
e não me achar
É sorrir e não me alegrar
É buscar compreensão
e receber introspecção
É ser indeciso
Sem ser preciso.
.......................................................................
Depois de te ver me encho de dúvidas
e por ques (?)
Não quero lembrar das coisas que contigo passei
Queria poder apagar da memória
Mas entendo que faz parte da minha história
Momentos promíscuos, cheios de agressão
Momentos bonitos, sem muita afeição
Encontros sem cura
Encontros sem coração.
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Vamos sair?
Vamos falar?
Vamos nos ouvir?
terça-feira, 6 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Eduardo Galeano
Tente adivinhar como será o mundo depois do ano 2000. Temos apenas uma única certeza: se estivermos vivos, teremos virado gente do século passado. Pior ainda, gente do milênio passado. Sonhar não faz parte dos trinta direitos humanos que as Nações Unidas proclamaram no final de 1948. Mas, se não fosse por causa do direito de sonhar e pela água que dele jorra, a maior parte dos direitos morreria de sede. Deliremos, pois, por um instante.
O mundo, que hoje está de pernas para o ar, vai ter de novo os pés no chão. Nas ruas e avenidas, carros vão ser atropelados por cachorros. O ar será puro, sem o veneno dos canos de descarga, e vai existir apenas a contaminação que emana dos medos humanos e das humanas paixões. O povo não será guiado pelos carros, nem programado pelo computador, nem comprado pelo supermercado, nem visto pela TV.
A TV vai deixar de ser o mais importante membro da família, para ser tratada como um ferro de passar ou uma máquina de lavar roupas. Vamos trabalhar para viver, em vez de viver para trabalhar. Em nenhum país do mundo os jovens vão ser presos por contestar o serviço militar. Serão encarcerados apenas os que quiserem se alistar.
Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem de qualidade de vida a quantidade de coisas. Os cozinheiros não vão mais acreditar que as lagostas gostam de ser servidas vivas. Os historiadores não vão mais acreditar que os países gostem de ser invadidos. Os políticos não vão mais acreditar que os pobres gostem de encher a barriga de promessas. O mundo não vai estar mais em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza. E a indústria militar não vai ter outra saída senão declarar falência, para sempre. Ninguém vai morrer de fome, porque não haverá ninguém morrendo de indigestão. Os meninos de rua não vão ser tratados como se fossem lixo, porque não vão existir meninos de rua. Os meninos ricos não vão ser tratados como se fossem dinheiro, porque não vão existir meninos ricos.
A educação não vai ser um privilégio de quem pode pagar por ela. A polícia não vai ser a maldição de quem não pode comprá-la. Justiça e liberdade, gêmeas siamesas condenadas a viver separadas, vão estar de novo unidas, bem juntinhas, ombro a ombro.
Uma mulher - negra - vai ser presidente do Brasil, e outra – negra -vai ser presidente dos Estados Unidos. Uma mulher indígena vai governar a Guatemala e outra, o Peru. Na Argentina, as loucas da Praça de Maio vão virar exemplo de sanidade mental, porque se negaram a esquecer, em tempos de amnésia obrigatória.
A Santa Madre Igreja vai corrigir alguns erros das Tábuas de Moisés. O sexto mandamento vai ordenar: "Festejarás o corpo". E o nono, que desconfia do desejo, vai declará-lo sacro. A Igreja vai ditar ainda um décimo-primeiro mandamento, do qual o Senhor se esqueceu: "Amarás a natureza, da qual fazes parte". Todos os penitentes vão virar celebrantes, e não vai haver noite que não seja vivida como se fosse a última, nem dia que não seja vivido como se fosse o primeiro.
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Não lembro como achei esse texto. Mas, já faz tempo que penso em compartilhá-lo. Só faltava um pouco mais de organização da minha parte.
Ando um pouco agoniada para escrever coisas aqui mais frenquentemente. Porém estou preocupada com algumas coisas e aí não gosto de nada que escrevo.
Por isso, postei Eduardo Galeano que consegue dizer muito sobre o mundo.
sábado, 3 de julho de 2010
Eu não sabia explicar
Quando coloquei o título desse post é claro que diretamente lembrei dessa música, que é linda demais. Mas que não tem relação, não claramente, sobre o que eu pensei em escrever.
Existem muitas coisas que eu não sei explicar... e acredito que sempre será assim! Mas, o que tem acontecido nos últimos tempos comigo e com o meu organismo tem me surpreendido.
Por exemplo, o fato de ficar nervosa com algumas coisas. Lembro do estado nervoso e de quando ele aparecia, em alguns momentos mais misturado com a raiva do que com as provas, testes, avaliações.
E ultimamente ele tem acontecido em ambas ocasiões. Me percebo nervosa em momentos raivosos e também em momentos que exigem de mim, mostrar quem eu sou, como sou, quanto sou (?!). Parece confuso, para mim, muito confuso! Mas, vou aprendendo a conviver com isso, aprendendo a conviver comigo, aprendendo com a vida!
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Entendi que o amadurecimento vem, mesmo que eu não queira
Aprendi que ser quem eu sou não é tão simples para o outro
Percebi que a incompreensão alheia me abala de alguma maneira
Conclui que gosto de mim, ainda cheia de desgosto
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A Copa acabou para nós (brasileiros)!
Então, agora mais equlibrada e até mais tranquila depois da também derrota da Argentina para Alemanha (4 x 0). Fica aqui registrado minha opinião sobre a derrota da seleção brasileira.
Primeiro não culpo o Dunga, porque acho que os jogadores tem autonomia em campo. Mas, acho que a expulsão do Felipe Mello atrapalhou, sim, o desempenho da equipe como um todo. Em segundo, acho que a nossa seleção não estava "psicologicamente" preparada para tomar gol. E aí acho que a derrota se constitui no desequilibrio emocional de todos os jogadores.
Para finalizar... minha opinião é recheada de "achismos", porque não sou conhecedora da área. Sou uma mera torcedora!
A vida continua!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Adoro música brasileira!
Perdeu-se a moral e reina a falta de vergonha
Mania nacional é ver o outro se dar mal
O caso de polícia é corriqueiro, é todo dia
Felicidade é bom
Eu quero paz, justiça, alegria...
Quero justiça, alegria e quero paz,
Mas com direitos iguais, como já disse Tosh
E quero mais que um milhão de amigos do Roberto Carlos
Ser como Luís e suas maravilhas do mundo quero comer
Quero me esconder debaixo da saia da minha amada
Como Martinho da Vila, em ancestral batucada
Eu quero é botar meu bloco na rua, qual Sampaio
Quero o sossego de Tim Maia olhando um céu azul de maio
Eu quero é mel, como cantou Melodia
Quero enrolar-me em teus cabelos
Como disse Wando à moça um dia
Quero ficar no teu corpo, como Chico em Tatuagem
E quero morrer com os bambas de Ataulfo bem mais tarde
Só que bem mais tarde
Eu quero ir pra ver Irene rir, como escreveu Veloso!
sábado, 26 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Protesto - fútil
Essa introdução é só para desabafar sobre o orkut. Sou adepta dessa ferramenta (orkut) e confesso que além de divulgar meu blog lá, tenho muitos "amigos". O que acho estranho, esquisito e até chato, são as pessoas que não possuem foto e/ou álbum de fotos. Avisei no título que é um protesto fútil. Mas, gosto de ver as fotos das pessoas. Entendo o fato de algumas pessoas não gostarem de fotos e não gostarem de ser fotografadas. Mas, também entendo a minha necessidade de escrever sobre isso e me sentir mais aliviada. rs!
Porque o orkut pode ser só uma ferramenta de comunicação, mas acho que está contido nele o fato de ser também um meio de exposição e sanador de curiosidades alheias. rs! Enfim, para aqueles que querem somente se comunicar voto na opção e-mail, carta ou telefone, para além do contato pessoal, como a melhor opção.
Por último, como não tenho muito o que escrever depois do jogo péssimo de Brasil e Portugal (empate 0 x 0). Fica aqui meu desabafo desnecessário!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Achados (2)
É medo de ficar"
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o vício me acalma
me acalanta a alma
espero mais que tudo
e tudo se esvai num segundo
é bom tê-lo por perto
sem ele fico incerto
com ele sou mais esperto
as vezes penso em parar
mas sempre acabo por voltar
a degustar
com tanto e até
o que só me traz o café
quarta-feira, 23 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
imaginação
Talvez seja algo que se vai
Mas não
Retornam
Repentinamente voltam
Então decido
Entender é preciso
Por que?
Resolvo aparecer
Assim me sinto melhor
Sei que pode ser pior
Mas viver também
Exige risco
E como saberei (?)
Se não tentar
Me entrego,
assim prefiro
Assim, me arrisco.
dia
Vai se abrindo aos poucos
As vezes com algo especial
Outras parece o mesmo de ontem
No fundo só quer aparecer
Só quer chegar
E precisa, para mim, precisa muito
acontecer
Adoro, quando me vê
Me sinto melhor quando olho para ele
Não precisa ser aceito
ele sempre vem, mesmo para os que não o querem
Para mim, é agraciado com amor
sem ele não seria eu
Com ele sou mais completa e mais inteira
Adoro quando está ensolarado
Mas, no fundo, gosto de qualquer jeito
Me sinto bem até quando está nublado.
Foi o meu Aniversário
Então, achei que não teria vontade de escrever sobre os acontecimentos de ontem. Até para não parecer tão narcisista. Porém, resolvi deixar para lá o que possa parecer ou não. Afinal esse espaço é meu. E faço dele o que bem entender.
Foi ótimo meu aniversário. Mas, esteve recheado de angustias. Mais um ano longe das pessoas que mais amo nesse mundo. E acho que isso faz com que eu me sinta tão esquisita. Por isso, derramei muitas lágrimas. Mas, foi bom. Porque coloco, dessa forma com muito choro, o que estou sentindo para fora.
Por outro lado, vem o alívio de compartilhar o delicioso bolo, (que eu fiz - adoro receber os elogios por isso, e também saber que quando casar já sei fazer bolo, dentre outras coisas - rs!) com meus amigos tão queridos, tão amados, tão especiais. Amo todos eles, e sou muito grata por todo carinho, amor e amizade tão sinceros. Sei que são sinceros. Pois sei que não me aturariam se assim não fosse. Sabem o quanto prezo a sinceridade.
Depois, também teve o jogo do Brasil. Que ganhou da Costa do Marfim (3 x 1). E que também me distrai de tudo que vem junto com o fato de fazer aniversário. Por exemplo, os anos passam para todos. Mas é difícil entender o envelhecimento. As vezes nem tão maduro, para mim, a maturidade chega mais devagar, até prefiro (eu acho), porque sofro lentamente e não me assusto com as transformações que mais cedo ou mais tarde vão aparecendo. Antes, achava que seria de tal jeito para sempre. Como era rebelde?! E já havia estudado Heráclito ("o rio não é o mesmo rio")!?
Hoje percebo que mudo, não sou mais a mesma, e não serei, porque me aceito mais de outra forma. Não busco ser diferente, ser outra, mas entendo que o que acontece conosco, vai nos modificando, são impressões no nosso corpo e na nossa alma. Imagino um papel em branco exposto e talvez só sofrendo as alterações do tempo (climáticas) já se modificaria muito. E nós humanos então?!?
A partir daí vou descobrindo, e vou me descobrindo. Nos últimos tempos acabo por achar uma escoliose que não sei desde quando tenho, e que me deixa cada dia mais torta (rs!), as vezes não, as vezes acho que estou certa. Mas, essa certeza é que me deixa mais errada ainda. Me descubro mais introspectiva e com desequilíbrio entre a serenidade e o nervosismo. Me acho mais chata (isso parece aumentar ao longo dos anos). Me esforço para deixar de ser, mas é muito difícil. Me considero mais, e respeito muito minha opinião, meu jeito de ser. Busco me respeitar cada dia mais e mais. Me encontro comigo e me sinto feliz quando consigo me ver e me enxergar. Gosto de ouvir explicações sobre tudo. Mesmo que depois desconsidere tais explicações. A forma de pensar do outro me interessa apesar de...!
Isso tudo, só para dizer que me sinto mais velha! Parece óbvio?!? O óbvio está nas entrelinhas!
sábado, 19 de junho de 2010
Tom Zé - o genial
Para quem, ainda, não entende e/ou compreende porque funk é cultura. Tom Zé explica de forma muito clara e objetiva. Assistam!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Ensaio sobre a Cegueira


José Saramago nos deixou hoje aos 87 anos. Ainda não consegui ler nenhum livro dele. Lembro de já ter começado "Ensaio sobre a Cegueira", muito antes de sair o filme. Me interessei quando assisti o depoimento dele no filme "Língua - vidas em português" (documentário), mas não consegui terminar a leitura, lembro de ter achado difícil.
E aí quando saiu o filme, relutei para assistir porque foi classificado no gênero suspense e não gosto de suspense.
Mas, minha Maninha, sempre minha Maninha, disse que eu tinha que ver, e aí ela me acompanhou no cinema. E foi muito bom assistir e mais ainda na companhia dela.
No entanto, ficam muitas leituras para serem feitas. Descanse em paz!
Ciclos
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Como pode um outro alguém me desestabilizar assim
Sem saber não é ninguém
E é tão pouco para mim
Podia ter sido mais firme, e quem sabe até mais forte
mas o nervosismo toma conta
mais por dentro, do que fora
e nesse momento
o meu coração
é o que mais chora
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Julie & Julia
terça-feira, 15 de junho de 2010
Você
que a felicidade também seria intensa.
Preferiu precaver qualquer coisa
para não ser supreendida,
e para não chegar de surpresa.
Está ao seu lado é tão sublime, parece que tem algo mais.
Não saberia explicar como é fácil te amar,
mas sempre acho que posso me doar mais.
Me cobro, porque você é muito para mim.
Te acho tão admirável assim.
Queria sentir o que sentes,
só para saber como consolar.
Mas, para você é muito simples:
basta me amar!
E eu te amo!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Ontem
....................terminar
....................acabar
Como é bom selar
....................entregar
..................e chegar lá
Como é bom sair
....................fugir
....................sumir
Como é bom surgir
....................emergir
..................e cair
Como é bom estar
....................entender
..................e ser
Como é bom te ver
..............não te ver
....................te esquecer
Como é bom insistir
....................desistir
....................descobrir
Como é bom entender
....................compreender
..................e chorar
Como é bom sorrir
....................fingir
....................omitir
Como é bom o bom bom
..................e o sentir
.........................................................................
Comemorando postagem de número 100.
sábado, 12 de junho de 2010
Para aqueles que mais amo
Como te amo muito!
Como te amo sem parar!
Como te amo para sempre!
Como te amo sem esperar!
Como te amo plenamente!
Como te amo agora!
Como te amo incondicionalmente!
Porque simplesmente amo te amar. (e ponto).
domingo, 6 de junho de 2010
Parabéns!

Hoje é um dia especial. Uma, não! Duas pessoas muito importantes fazem aniversário hoje. Minha Maninha e meu Tio.
A vida não proporcionou que estivéssemos juntos nesse momento. Sabe-se lá por que? Mas, nada é por acaso.
O que sei. É que falei com a minha amada irmã, e desejei tudo de melhor nesse dia tão especial para ela. Para o meu Tio a internet e os novos meios de comunicação favoreceram para que ele receba uma mensagem de aniversário na respectiva data com a mesma sinceridade. Talvez, não com a mesma emoção.
No mais, fico feliz por esse dia. E fico triste por não está do lado da minha Maninha que amo muito.
Um grande beijo para os aniversariantes tão especiais!
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PS.: A foto é antiga! Mas o significado e a intenção do abraço são os mesmos!












