quarta-feira, 27 de julho de 2011

Salvador Dalí

(1904-1989)


(a rosa)

Tem dias que só Salvador Dalí salva!

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(Marcus Vinícius Faustini)

sábado, 23 de julho de 2011

Pai

Depois de um dia de trabalho. Depois de já despertar para tendências de uma triteza lá escondida, medida. Depois de chateada. Eu precisava de colo, ah família, mesmo longe se faz presente nos momentos mais certeiros. Pai a saudade é grande, mas sentir a tua felicidade me deixa feliz. Ainda que eu chore. Choro de saudade, choro de felicidade, choro porque sei que és o melhor Pai do mundo pra mim.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Blog da minha Maninha

http://historiartelaradaniel.blogspot.com/

segunda-feira, 11 de julho de 2011

diálogo

Diálogo sobre a Revolução Francesa: as indagações de Watteau, David, Delacroix e Baudelaire.

por Larissa Chagas Daniel

Iniciaremos aqui uma viagem ao tempo, estão reunidos numa sala de estar, personalidades da França dos séculos XVII ao XIX, vamos ouvir o que tem a dizer Antoine Watteau (1684 – 1721), Jacques-Louis David (1748 – 1825), Eugéne Delacroix (1798 – 1873) e Charles Baudelaire (1821 – 1867). A França neste longo período compreendido pela vida destes artistas e pensadores atravessou transformações nas esferas política, social, artística, cultural; não pretendo definir ao expor a construção deste dialogo se estas mudanças foram positivas, e qual legado deixaram, mas detenho-me em localizar as idéias dos aqui apresentados, para posicioná-los como partícipes dessas ações transformadoras.
Numa cronologia didaticamente organizada, principiamos uma breve apresentação de cada personagem. Antoine Watteau (1684 – 1721), nasceu em Valenciennes, em 1702 instala-se em Paris, recebeu por sua produção a denominação de pintor das “fêtes galantes” (festas galantes); é representante do rococó francês, a sua obra guarda características impostas por fatores externos ao autor, mas também seguiu caminhos próprios . Jacques-Louis David (1748 – 1873) nasceu em Paris, este irá produzir uma arte oficia da revolução (Revolução Francesa deflagrada em 1789), tornou-se talvez nas palavras de Arnold Hauser o pioneiro e maior representante da arte classicista . Os dois últimos, refiro-me a Delacroix e Baudelaire, possuíam coisas em comum e encontram-se em vida, momento quase indiferente ao pintor, e decisivo para o poeta . O pintor Eugène Delacroix ( 1798 – 1873) sentia-se atormentado em vida, muitas vezes encontrava-se descontente com suas realizações plásticas, mas continuava sua busca e deixou em seus diários pensamentos e reflexões, referentes a arte de seu tempo. Charles Baudelaire (1821 – 1867) foi escritor, critico de arte, poeta e admirador da obra e de Delacroix, fala-se de Baudelaire como um jovem ousado .

Estão em cena três dos quatro personagens, na residência de Antoine Watteau todos se acomodam numa sala, este cenário um misto de atelier, biblioteca é um ambiente aconchegante, com algumas pinturas e reproduções de obras nas paredes, torna-se familiar a todos reunidos, que conversam por hora amigavelmente, com reservas para acusações e sentimentos contrariados.

Watteau: Estou feliz em recebê-los, como sabem preservo-me muito em meus aposentos , não sou freqüentador das festas galantes, repetidas vezes retratadas em minhas pinturas . Sintam-se à vontade. Delacroix!David!

David: Será um espetacular encontro, são longos anos de história reunidos, muitos assuntos podem vir à tona.

Delacroix: É como digo “tenho assunto para ocupar o espírito e as mãos por mais de 400 anos” .

Delacroix: E aqui estamos, sempre para pensar, dialogar, expor as idéias e conflitos pessoais, representamos juntos parte do legado artístico e cultural da França, será que somos merecedores, dignos de tal reconhecimento?

David: - Quanta preocupação! Importante é continuar trabalhando , refletindo sobre nossas ações. Não estamos prontos, mas devemos ser coerentes com nossos ideais , e deixar que tempo registre nosso legado.

Delacroix: - Gostaria que entendessem meu desespero, “uma vida inteira não me basta para produzir tudo que tenho em mente” !

Watteau: - Meu franco Delacroix! Não se aborreça, nem se aflija tanto com as palavras pronunciadas por David, ele está sempre atarefado com os rigorismos técnicos e clássicos de sua pintura, que se esquece do mundo em que vive, exceto quando se trata dos grandes feitos revolucionários, ou de personagens como Napoleão .

Dealcroix: - Não posso entender este tom de acusação! Eu também preservo e defendo os ideais revolucionários. Não estou contente com o titulo romântico que me concedem, prefiro definir-me como “um puro clássico” . E considero você David “o pai de todas as escolas modernas” !

David: -Tenho pretensões quando realizo o meu trabalho, por isso tanta preocupação com os rigorismos, que entendo como pura apreciação técnica. Quanto ao que dizes Delacroix agradeço!

Delacroix: - David entenda que temos algo em comum! Ficou surpreso? Saiba que a minha pintura “romântica” a sua classicista, ambas inspiram-se na Revolução .

Neste momento adentra a sala o quarto personagem, Baudelaire.

Baudelaire: - O que vemos aqui reunidos nesta simples sala? Seriam frágeis homens, a não ser por este integro cidadão francês que destoa dos outros, pois é a você que me refiro David .

David: - Baudelaire guarde seus elogios ao gênio de Delacroix, o qual você muito admira .

Baudelaire: - Também o admiro, David! Saiba se “Flandres tem Rubens, a Itália tem Rafael e Veronese; a França tem Lebrun, David e Delacroix” !!! Mas afirmo crer “que não estou enganado: o sr. Delacroix recebeu o gênio; que ele caminhe com segurança, que se entregue aos trabalhos imensos – uma condição indispensável ao talento. E que a opinião que exprimo aqui lhe de ainda mais confiança, pois ele é um dos mestres” . Quanto a você que parece carregar no peito o ímpeto da Revolução, esta que causou a todos tantos desenganos. Que ideais você ainda pode defender?

David: - Não entendo porque o uso de tom austero para tratar de assunto que a todos interessa? A Revolução proporcionou questionar toda uma sociedade que vivia a sombra de um passado não tão glorioso . Não posso aceitar, tratar a arte, a pintura a qual me dedico tanto a simples exposição de cenários líricos, de conteúdo frívolo .

Baudelaire: - Se o que dizes trata-se de Watteau, digo-te
Watteau, ce carnaval ou bien dês cours illustres,
Comme dês papilons, errent em flamboyant,
Décros frais et légers éclairés par dês lustres
Qui versent la folie à ce bal tournoyant;

Watteau: - Vejo que o assunto sou eu! Não estou aqui para ser atacado, criticado talvez. Que liberdade pode ter o artista com tantas regras e exigências na sociedade? Eu sou criticado por uns e exaltados por outros por pintar um ideal, não pretendo ser o centro das atenções, mas reconheçam meu trabalho. Peço que observem minha produção, assim como se indaguem sobre o tempo em que vivo.

David: - O tempo em que você vive? Ah! Sim o tempo da monarquia decadente de Luis XIV . Agora me explique o que significa para você pintar um ideal, produzir a arte pela arte?

Watteau: - Explicarei, porém tenho minhas dúvidas se você também não expressa em sua pintura um ideal ? Tenho prazer em pintar, estudar desenho, as técnicas que ainda me faltam, dedico meu tempo ao meu oficio, e de vida tenho pouco.

Baudelaire: - Não sou defensor desta arte, como os revolucionários a denominaram de rococó. Mas também não compreendo a frieza de suas pinturas David? O que faremos se homens como Nerval, Gautier estão a exaltar os feitos de Watteau? Falo isto porque também eu fui instigado pela beleza idealizada nas obras deste, e me detenho no objeto mais cultuados por estes boheme observe a grande obra, que por tanto tempo Watteau trabalhou, falo da: A peregrinação para ilha de Citara!!

Delacroix: - É como costumo dizer a “pintura deve ser, acima de tudo, uma festa para os olhos” . Tenho certeza que esta é também a mensagem de Watteau!

Watteau: - Talvez esta seja a semelhança entre o rococó e romantismo e outros movimentos! Posso concordar, mas é uma semelhança que não aproxima nossas técnicas, mas consiste nos nossos desejos.

Delacroix: - Posteriormente afirmarão que o romantismo foi à verdadeira expressão da Revolução!!! Incapaz de realizar inovações artísticas, a Revolução abriu o caminho para uma arte de fato revolucionaria .

David: - Espero que Watteau me responda a pergunta que havia feito, quanto a arte pela arte. Mas você Delacroix também poderia dizer algo sobre este assunto, pois a produção do século XIX possui um discurso semelhante.

Watteau: - Meu temor em debater alguns assuntos, é pela falta de compreensão de alguns. No tempo em que vivo, ainda há resquícios de uma cultura do gosto, onde ‘belo’ e ‘artístico’ são sinônimos. A arte é a busca do prazer e repouso !!!!

Delacroix: - Não sejamos temerosos, apesar dos ataques! O que querem os românticos, quando produzem suas obras?!?! A emancipação da arte, a oposição aos deleites burgueses !!! É isto que eles desejam, não pense você que compartilho com isto, o exibicionismo, ostentação, este espírito boêmio são odiosos !!!

Baudelaire: - Assunto encerrado!!! Vamos as obras, se o debate é a Revolução eu citaria aqui para observação Marat assassinado, de David; A Liberdade guiando o povo, de Delacroix; e Sob a insígnia de Gersaint, de Watteau. Para explicar a escolha da obra de Watteau, não deixemos de esquecer o detalhe da personagem que guarda no baú o retrato do rei; há um pouco de prazer em inserir tal detalhe, uma afirmação do descontentamento com o regime, não há Watteau???

David: - Você como critico estava aguardando por este momento?!?! E fez questão de definir as obras.

Delacroix: - Não vamos nos prolongar, as características que nos diferenciam estão muito bem expressas nestas obras selecionadas!!!

Watteau: - Estou surpreso com a escolha feita por Baudelaire!!! Este quadro é uma das ultimas produções que realizei .
Baudelaire: - Classicista, Romântica e Rococó. É isto!

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Obs.: Minha Maninha me contou há algum tempo sobre esse trabalho que ela tinha feito. Pedi para me mandar para eu ler. E depois de ver o filme do Woody Allen (Meia Noite em Paris) não resisti em compartilhar.

Woody Allen

domingo, 10 de julho de 2011

Batan

Estivemos no Batan ontem.

Jardim Batan ou apenas Batan é um sub-bairro de Realengo, no Rio de Janeiro. Fica na Zona Oeste, próximo da avenida Brasil. Segundo relatos de moradores antigos, em meados dos anos 50 o Batan na verdade era uma grande fazenda, onde havia criação de gado em uma vasta área de vegetação típica. Inclusive o nome Batan é derivado do nome da árvore de Ubatan, que era bastante comum na época.

(wikipedia)

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A galera da Agência de Redes para Juventude nos recebeu muito bem lá, no bar do Índio fizeram um churrasquinho. Ramon e Joab foram nossos anfitriões. Passeamos rapidamente até uma pedra, um morrinho, para ver a vista, queridos companheiros de trilha Diego, e o casal Rafael e Carol.

Não posso deixar de contar que tive o prazer de conhecer o George, a Yanka, a Lidiane, o Messias, o Rodrigo, e... acho que não esqueci ninguém! Adorei!

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conheci Pearl Jam no Batan

quinta-feira, 7 de julho de 2011

i feel

eu sinto

Escola Livre da Palavra

Curso de Palavra Plástica.

Primeira aula com a professora Beá Meira.


Lapa girl está na área!

sábado, 2 de julho de 2011

Rubinho Jacobina



Ouvi falar dessa música hoje.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Aniversário do meu Maninho

ôh! Daggo, Dagguinho, Dagguério, irmão querido, amado, paciente. Está fazendo aniversário hoje.

Feliz aniversário! Parabéns! Meu amor é teu.



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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Universidade das Quebradas




Eugène Delacroix (1798-1863)



Jacques-Louis David (1748-1825)



Vik Muniz



Marc Ferrez (1843-1923)

terça-feira, 28 de junho de 2011

São Paulo



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Presente de 25 anos


Fui conhecer um pouquinho de São Paulo nesse feriado que passou. Há alguns anos atrás estive em São Paulo (Encontro Nacional da JR), era muito nova, uns 14 ou 15 anos e fiquei dentro do Pacaembu, no alojamento, sábado e domingo inteiro, não podia sair, era menor de idade. Mesmo assim, não virei corintiana.

E nesse último feriado tive a oportunidade de conhecer um pouquinho mais dessa cidade tão grande. Tenho amigos maravilhosos que moram lá, uma mistura de carioca com paulista que deu certo. E foi muito boa toda a viagem. Aproveitei o máximo, para conseguir aproveitar mais só tomando “red bull”.

Fui de ônibus. Preciso registrar nesse meu espaço que sou do grupo que gosta de andar de ônibus. Para viajar também, tenho preguiça de pesquisar passagem na internet, além de não gostar de comprar nada pela internet. Mas em São Paulo essa minha preferência por ônibus teve e teria (caso eu fosse, ou se um dia eu for morar lá) que ser modificada, porque lá o ônibus é mais caro que o metrô. Esse meu gosto por andar de ônibus, causa estranhamento nas pessoas e em mim, também. Uma outra coisa que causa estranhamento nas pessoas é o fato de eu não me irritar com trânsito. É claro que ter hora e chegar na hora é imprescindível para um bom convívio em sociedade. Mas o trânsito não me chateia, do fundo do meu coração. Não sofro com trânsito. Aproveito pra ler, pra dormir, pra não fazer nada.

Só fui conhecer a garôa, da terra da garôa, no último dia de passeio. Nos outros, fizeram dias lindos de sol.


(Tinha muita curiosidade em conhecer o CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - de lá e o Escher estava lá!)


(Vale do Anhangabaú - Gemeos)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

meu aniversário

25 anos



À Palo Seco
(Belchior)


Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo eu me desesperava
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português

Tenho 25 anos de sonho, de sangue
E de América do Sul


Por força deste destino
Um tango argentino
Me vai bem melhor que um blues
Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 76
Eu quero é que esse canto torto feito faca
Corte a carne de vocês

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Batom Vermelho
(Mallu Magalhães)


Pode falar, que eu não ligo,
agora, amigo,
eu tô em outra

eu tô ficando velha,
eu tô ficando louca.


Pode avisar qu’eu não vou,
ôoo, eu tô na estrada
eu nunca sei da hora
eu nunca sei de nada.

Nem vem tirar meu riso frouxo
com algum conselho,
que hoje eu passei batom vermelho
eu tenho tido a alegria como dom
em cada canto eu vejo o lado bom.

Pode falar , não me importa
o que eu tenho de torta
eu tenho de feliz,
eu vou cambaleando
de perna bamba e solta.

Nem vem tirar meu riso frouxo
com algum conselho
que hoje eu passei batom vermelho
eu tenho tido a alegria como dom
em cada canto eu vejo o lado bom

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meus parabéns!

Aos desavisados, sou chata. No dia do meu aniversário, então?! Isso fica com lente de aumento. A partir de agora pretendo fazer um pequeno resumo do meu dia de aniversário. Não é um dia qualquer, não é um dia como os outros. Porque, simplesmente não quero que seja, fazer aniversário, pra mim, necessariamente precisa ser especial.

Diferente dos últimos anos, não chorei. Talvez seja o peso de fazer 25 anos. Talvez seja a responsabilidade. Talvez seja alguma coisa que eu não sei.

Acordei cedo. Adoro acordar cedo. Principalmente no dia do meu aniversário. Planejei algumas coisas, por exemplo, fazer o meu bolo, que teve alguns imprevistos, mas saiu com a ajuda de uma amiga. Gostaria de lembrar que já são oito anos sem comemorar o aniversário perto da minha família, são oito anos sem comer o delicioso bolo de aniversário da minha Mãezinha. São oito anos de saudade.

Planejei também fazer uma postagem, meio de qualquer jeito no blog, só pra ficar com a data certinha do meu aniversário.

Trabalhei na parte da tarde e foi ótimo receber vários “parabéns”, saúde, amor, paz, sucesso. Abraços, beijinhos, carinhos, sorrisos. Foi ótimo receber ligações, mensagens, beijinhos de irmão bebê pelo telefone, que amor.

Foi ótimo a visita das amigas e do amigo. O carinho das pessoas que estão mais perto de mim, nesses últimos anos.

Foi um dia alegre. Mais um ano de vida. Adoro essa alegria de celebrar a vida.

domingo, 19 de junho de 2011

Lulina



Conhecendo Lulina.

Providência

Churrasco na Providência da Agência de Redes para Juventude. Nossos anfitriões tão gentis nos guiaram pra conhecer seus mirantes, a vista da Providência é alucinante, relógio da central do brasil, ponte rio-niterói, cristo redentor, luzes muitas luzes. Não preciso de Paris quando tenho a Providência.

Conversamos muito sobre trabalho, sobre projetos, sobre ação na vida. Estamos agindo, estamos juntosemisturados.

Adorei as pessoas. Só gente boa. Adorei a noite.


eu e Bárbara


eu e Bruno


mirante (por Silvana Bahia)

sábado, 18 de junho de 2011

nosso sonho

Claudinho & Buchecha



Naquele lugar, naquele local, era lindo o seu olhar
Eu te avistei, foi fenomenal
Houve uma chance de falar
Gostei de você quero te alcançar

...

Na Praça da Play-Boy, ou em Niterói.
Na fazenda Chumbada ou no Coez.
Quitungo, Guaporé nos locais do Jacaré.
Taquara, Furna e Faz-quem-quer.
Barata, Cidade de Deus, Borel e a Gambá.
Marechal, Urucânia, Irajá.
Cosmorana, Guadalupe, Sangue-areia e Pombal
Vigário Geral, Rocinha e Vidigal
Coronel, mutuapira, Itaguaí e Sacy.
Andaraí, Iriri, Salgueiro, Catirí
Engenho novo, Gramacho, Méier, Inhaúma, Arará.
Vila Aliança, Mineira, Mangueira e a Vintém.
Na Posse e Madureira, Nilópolis, Xerém.
Ou em qualquer lugar, eu vou te admirar.

terça-feira, 14 de junho de 2011

motivo

(Cecília Meireles)

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
(nem) sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.


Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

Universidade das Quebradas

Aula sobre cordel.

Por Aderaldo Luciano, sobre o universo acadêmico brasileiro, "é muito Heidegger pra pouco Gilberto Freire".

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no século XIX éramos franceses
no século XX éramos americanos
no século XXI não temos identidade

(Ariano Suassuna)

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Aula sobre o processo de educação indígena no Acre.


Tudo passa

Passam os anos, passa a vida,
passa o tempo, passam as coisas,
passam perto de mim as pessoas,
passa dentro de mim o amor.

Por que isso comigo se passa,
se já nem sei mais quem sou?


(Miguel Panemaxeron Suruí)


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Site das Quebradas.

http://www.universidadedasquebradas.pacc.ufrj.br/

my love

Acordei com o meu amor. Comecei o dia um pouco mais feliz do que o comum, um pouco mais feliz do que os outros dias.


Se te quero é porque és
meu amor meu cúmplice
e tudo mais
e na rua ombro a ombro
somos muito mais que dois

tua boca que é tua e minha
tua boca não se equivoca
te quero porque tua boca
sabe gritar rebeldia...

Te quero em meu paraíso
quer dizer no meu país
que a gente viva feliz
ainda que não tenha
permissão

se te quero é porque és
meu amor meu cúmplice
e tudo mais
e na rua ombro a ombro
somos muito mais que dois

(somos nós)

(Mario Benedetti)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Observatório de Favelas

Cheguei no Observatório ouvindo ali embaixo da passarela em alguma barraquinha de camelô "shimbalaiê, quando vejo o sol beijando o mar / shimbalaiê, toda vez que ele vai repousar". Dia bom de trabalho na Maré.


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ps.: Blog de trabalho atualizado.

http://www.agenciarj.org/user/358

sábado, 11 de junho de 2011

Se eu soubesse

Encontro com os Doutores

Já fui dormir enlouquecida e claro muito ansiosa para esse encontro. Nessas horas vem um monte de coisas na minha cabeça. Principalmente o medo de não conseguir acordar. Pois é, nunca falei sobre isso por aqui, sobre o meu sono.

Eu e meus irmãos somos muito dorminhocos. Ou seja, adoramos dormir. Eu tenho uma pequena diferença, adoro acordar cedo e tenho uma certa facilidade. Ou seja, sofro menos em relação ao acordar cedo. Sem falar a minha preferência pela manhã, minha cabecinha funciona melhor no início do dia, com raras exceções.

Mas, atualmente moro num lugar que perturba meu sono mais precisamente as sextas e sábados. Por isso, tenho dificuldade pra dormir, logo dificuldade pra acordar. Ou sei lá.

Voltando ao título dessa postagem e a minha necessidade de escrever sobre esse acontecimento de hoje, foi realmente incrível. Foi lindo toda a mistura, toda a disponibilidade e interesse dos doutores em relação aos jovens e seus projetos. Os doutores querendo cavar, cavar... e os jovens tão esforçados querendo se esburacar, ou melhor, deixando se esburacar. Poros.

Pra mim, como sempre, mais aprendizado. Mais buracos, furos, poros. Mais vida.

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ps.: de tão ansiosa devo ter engordado alguns quilos, porque comi muito hoje.

no canto

eu tô

tô aqui do meu lado

eu tô

tô aqui do teu lado

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ps.: no canto = em casa.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

sem mais

"As meninas boas vão para o céu. As más vão para onde querem".

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Aniversário da minha Maninha


(Maninha com seus super poderes de Homem-Aranha)

"Feliz aniversário meu amor, desejo que você seja muito feliz!"

Hoje meu dia é pensar na minha irmã, aquela que eu amo mais que tudo, aquela que foi a caçula até bem pouco tempo, e que por parte de Pai já não é mais. Mas, por parte de Mãe será sempre a nossa "baby".

Queria tanto está com você, queria tanto te apertar, te abraçar, te amassar, te beijar. Porque eu te amo (pra sempre).

Maninha,


Como te amo tanto!
Como te amo muito!
Como te amo sem parar!
Como te amo para sempre!
Como te amo sem esperar!
Como te amo plenamente!
Como te amo agora!
Como te amo incondicionalmente!

Porque simplesmente amo te amar. (e ponto).

Beijos, abraços e carinhos sem ter fim!





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eh! Aniversário do meu tio Cristiano também.

domingo, 29 de maio de 2011

Honestidade

Deve ou deveria ser uma necessidade humana.
Deve ou deveria ser uma condição humana.

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Dicionário:

honesto

Adjetivo.
1.Honrado, digno.
2.Íntegro, probo.

sf. ho.nes.ti.da.de

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"O mais difícil para um homem honesto não é cumprir o dever, é conhecê-lo".

"Aquele que perde a sua honestidade já não tem mais nada a perder".

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"Viver feliz não é mais do que viver com honestidade e retidão".

(Cícero)

Leon

Trotsky


Ontem vi uma bandeira do Trotsky na Escola Livre da Palavra. E me veio em pensamentos, no meio daquela gente toda, um tempo que não volta mais.

O tempo que vendíamos camisetas no sinal. Éramos militantes. Éramos revolucionários. Éramos utópicos. Éramos uma tropa.

Eu particularmente gostava muito da camiseta que tinha a foto do Trotsky com a seguinte frase:

“Ela virá, a revolução conquistará para todos o direito não somente ao pão mas à poesia”.



Hoje não vendo mais camisetas no sinal. E não sei mais se acredito em revolução. Ainda que segundo Trotsky "as revoluções são impossíveis até que se tornem inevitáveis".

Hoje tenho novos companheiros e me arrisco em tentar colocar um bloco de samba na rua. Me arrisco muito. E erro mais.

Obrigada amigos (de luta).

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(foto antiga)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

coisas do rio

No rio é assim:

posso conseguir entrar no show do Arnaldo Antunes, de graça, e preferir não ficar ali;

posso ver o Paul McCartney, por acaso, no Copacabana Palace;

posso demorar horas pra pegar um ônibus em Copacabana pela péssima implantação de um novo sistema, que pensa em tudo, menos na população civil;

posso ver gente brigando no ônibus, dando crédito para "cobradores e motoristas", que infelizmente não conseguem perceber que também são explorados e que passe-livre estudantil e gratuidade na terceira idade (passe-livre para idosos) são direitos e não favores.


sempre

(sou muito revoltada com o transporte público no Brasil, pelo simples fato de não ser público, para além de toda corrupção que envolvem as empresas de ônibus)

"as coisas ficam muito boas quando a gente esquece"



Copiado e colado da minha Maninha. Oh! Saudade! Oh! Amor!

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Judiaria

(Arnaldo Antunes / Lupcínio Rodrigues)

Agora você vai ouvir aquilo que merece

As coisas ficam muito boas quando a gente esquece

Mas acontece que eu não esqueci a sua covardia
A sua ingratidão
A judiaria que você um dia
Fez pro coitadinho do meu coração
Essas palavras que eu estou lhe falando
Têm uma verdade pura, nua e crua
Eu estou lhe mostrando a porta da rua
Pra que você saia sem eu lhe bater
Já chega o tempo que eu fiquei sozinho
Que eu fiquei sofrendo, que eu fiquei chorando
Agora quando eu estou melhorando
Você me aparece pra me aborrecer

sexta-feira, 20 de maio de 2011

olha



Chico (Buarque de Hollanda)

a mídia te fez assim

e eu aceito

meu sex symbol

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Universidade das Quebradas


por Tom Rodrigues

Quebradeiros

Acordo me levanto lavo o meu rosto
Levanto os braços estico meu corpo
dô glória a Deus pelo ar que respiro
por abrir meus olhos por estar bem vivo
só de ter um teto pra não se molhar
abrir os olhos e ver o dia raiar
se alimentar da energia do amanhecer
só de pensar que tudo de novo pode ser
pode acontecer
um novo dia
uma nova estrada
uma mente adaptada pra mais uma caminhada
se sentir em paz
e aprender cada dia mais
sem ter medo de errar
como é que se faz?
saber entender que ninguém aprendeu tudo
que eu posso aprender com todo mundo
quem viveu tudo?
quem sofreu tudo?
quem deu a volta ao mundo
eu não me iludo
o corpo vai mas a mente fica
no escuro
imaginação vale mais que experiência
a violência como defesa é inteligência
diz Malcolm X
com tanto ódio e revolta foi livre
um pouco diferente de Mather Luther King
pacificou com amor e também foi livre
não desisti Quebradeiros
insisti
Mandela com paciência honrou a sua origem
cada um procura a solução pro's seus problemas
tem que ter jeito pra tudo
esquema
só não pode frear
afundar
desistir
primeiro muda-se
tá disposto a mudar o mundo inteiro?
99 problemas pra mim, e pra você
depende de você
como vai gingar
como vai olhar
como vai se por pra resolver
depende de você
soluções pro's meus problemas, é viver.

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Eu não tenho exposto aqui as coisas que ando fazendo. Porque estou num momento bem poético, então quando tenho vontade de escrever aqui me vem em forma de poesia, pensamentos soltos, divagações, devaneios, coisas assim. Músicas também. Tenho postado muitas músicas. Enfim.

Ando fazendo um curso de extensão que chama Universidade das Quebradas fiquei sabendo desse curso através de uma amiga e fiquei com muita, mais muita vontade de entrar. Então, quando soube da inscrição fui fazê-la. O curso é maravilhoso, mas as pessoas são incriveis. E esse poema que acabei de postar aqui em cima é de um Quebradeiro, recebi por e-mail e fiquei com muita vontade de compartilhar.

http://www.pacc.ufrj.br/arquivos%20pdf/proj_queb_02_2010.pdf

terça-feira, 17 de maio de 2011

coração vagabundo



Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer

(Caetano Veloso)

do avesso

eu já não sou mais a mesma

todo dia eu mudo

sou meio roupa

as vezes fico do avesso

segunda-feira, 16 de maio de 2011

oh

oh querida

vê se muda esse teu jeito

de me deixar tão sem razão


oh querida

vê se tropeça só contigo

que eu vou indo no meu ritmo


oh querida

pode ver (tua tv)

te escuto e me pergunto: por quê?


oh querida

tô seguindo


oh querida

tô tentando te entender


oh querida

só querendo compreender.

domingo, 15 de maio de 2011

Cazuza



Eu amo "Codinome Beija-flor".

sexta-feira, 13 de maio de 2011

200


Comemorando 200 postagens.

Relatando o meu susto. Logo quando estava comemorando as 200 postagens. Que é igual a duzentos momentos de dedicação a mim mesma, ao meu espaço, aos meus pensamentos, as minhas vontades, tristezas (muito mais) do que as alegrias (sem egocentrismos).

Acho que alguém deveria estudar, cientificamente, sobre isso. Porque conseguimos ou temos mais vontade de escrever quando estamos tristes do que quando estamos felizes? Minha hipótese é de que precisamos exorcizar a tristeza, de alguma forma, para algum lugar, de modo que "consigamos" nos manter e/ou parecer felizes (aquela coisa de descontar a raiva).

Enfim, bobeiras a parte.

Voltando ao meu susto! Foi que meu blog saiu do ar, pelo menos para mim. Não estava conseguindo acessá-lo. E tinha publicado um vídeo do Leandro e Leonardo com a música, "desculpe mas eu vou chorar". Porque andava chorosa com algumas coisas. Foi um susto grande, pensei que não conseguiria tê-lo de volta. Percebi o quanto estou apegada a ele (ao blog).

Logo, fui alterar minha senha e tentar avisar o blogger (blogspot) sobre um possível abuso, rackeamento. Sei lá! Realmente não queria acabar com essa relação assim, de repente.

Gente, estou brincando um pouco de fazer drama, acho engraçado fazer isso. Até porque não faço muito isso (drama) no meu cotidiano. Mas, tudo que eu escrevi aconteceu, de verdade. E realmente, não quero perder o contato com o meu blog, ou seja, comigo mesma, sem antes me despedir.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

adoecer

Hoje acordei passando mal.

Falta sangue pra esse corpo todo.

É quando estou me sentindo mais forte,

que adoeço.

Chega uma fraqueza,

que toma conta.

Esmoreço.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

pelo mundo

Admiro os sensíveis.

Os sensatos.

Os sinceros.

Os sorrisos.

Os serenos.

O silêncio.

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Dicionário:

Sensível

Adjetivo de dois gêneros.
1.Que sente, que tem sensibilidade.
2.Que recebe facilmente as sensações externas.
3.Que pode ser percebido pelos sentidos.
4.Emotivo.
5.Susceptível (2).
6.Passível de receber modificações ou de sofrer determinadas ações.
7.Apreciável, considerável.

Substantivo masculino.
8.Música. O sétimo grau da escala diatônica natural. [Pl.: –veis.]

..........................................

Diatônico

Adjetivo. Música.
1.Diz-se de intervalo ou de escala cujos sons constitutivos são vizinhos e possuem nomes diferentes.
2.Diz-se de escala que procede, segundo a ordem natural, numa seqüência ordenada de tons e semitons.

descobertas

Acabo de descobrir que:

*Admiro pessoas que se expressam artisticamente (sem vergonha).

*Admiro aqueles que falam bem, que dominam a palavra na sua forma oral com simplicidade.

*Admiro pessoas que conseguem rir de coisas sérias. E conseguem ser sérios com coisas bobas. (A contradição, as vezes, pode ser vista e percebida como arte)

*Admiro aqueles que sabem o seu lugar (desde que lhe digam). Por isso, compreendem e aceitam o seu lugar ("cada um no seu quadrado").

*Admiro as pessoas que se arriscam a viver nesse mundo. (Com todas as suas complexidades e complexos)

*Admiro as pessoas.

domingo, 8 de maio de 2011

Dia das Mães

"Mãe, você é essa coca-cola toda pra mim."



Mãe, eu te amo!

sábado, 7 de maio de 2011

Lineu

As quintas-feiras, quando passa "A Grande Família", costumo me lembrar que o meu par perfeito é o Lineu.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

amizade

Nesses anos de Rio de Janeiro o que me fortalece e que me faz sentir na cidade maravilhosa são as amizades que construí. Hoje foi um dia de reencontro e foi muito bom ter estado com pessoas tão especiais e necessárias na minha vida. É o que me faz lembrar que a vida vale a pena.

Belchior

Che (Hay que endurecer, pero perder la ternura jamás)



"Desesperadamente eu grito em português."

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Hélio Oiticica (1937 - 1980)

domingo, 1 de maio de 2011

aos Trabalhadores (do mundo)

O Operário em Construção
(Vinicius de Moraes)

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão -
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
- "Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.

Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

filosofando

com Charles Feitosa nas Quebradas.



René Magritte - As férias de Hegel (1958).

domingo, 24 de abril de 2011

Zé Ramalho



"meu domingo está perdido"



sessão nostalgia

sábado, 23 de abril de 2011

agora eu sei

II Guerra Mundial

Aliados: Estados Unidos, URSS, Inglaterra, França e Brasil.

Eixo: Alemanha, Itália, Japão e Áustria.


Quem ganhou a II Guerra Mundial?

Os aliados.

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial

sexta-feira, 22 de abril de 2011

preciso de carinho



"chuva traga o meu benzinho, pois preciso de carinho"

Rodrigo Amarante é lindo!

terça-feira, 19 de abril de 2011

brega também faz bem a saúde



Pra Ser Só Minha Mulher
(Erasmo Carlos / Ronnie Von)

Otto

Ah esse amor que me arrasta
Me gasta e me faz sofrer
Mas me devolve a vida
Escondida
Em quartos que eu não quis dormir

Ah esse amor bandido
Contido
Quer me machucar
Mas só me traz verdades
Que a idade toda não consegue dar

Abra os braços pra me guardar
Que eu todo vou me entregar
Começo, meio e fim
E a minha cuca ruim
Aperte a minha mão
Esse caminho é a solução
Pra te levar se quiser
Pra ser só minha mulher

Ah esse amor selvagem
Passagem pra loucura e pra dor
Mas eu confio na sorte
Eu sou forte como o bicho mais feroz
Ah esse amor aflito
Que eu grito e ninguém pode ouvir
Mas me entrega um sonho
Que eu componho em versos pra você dormir

segunda-feira, 18 de abril de 2011

+ um irmão

Seja bem vindo Rafael! Que tenha muita saúde, amor, alegrias!

contatos (estranhos)

A vida tem me enlouquecido, cada vez mais. Não que eu tenha pedido para deus essa posição, de “louca”, de “quase louca”, de “artista”. Juro que não. Muito menos que eu tenha pedido para os outros me acharem “autêntica”, ou que eu sinta necessidade dessa característica, também não.

Peço só para ser: um ser humano em construção. Uma pessoa comum. Uma cidadã no mundo. Um sujeito em contradição. Tenho qualidades e defeitos, como qualquer pessoa. Tenho facilidade até para enxergar meus defeitos, tão apontados (diariamente) por pessoas próximas. Não me sinto melhor, nem pior que ninguém. Quero mesmo é ser feliz. Ou seja, está feliz independente das crueldades alheias, pois ninguém está livre disso.

Tento não ser cruel, apesar das minhas brincadeiras de mau gosto. Tento não está fora do mundo, mas nesse sentido, ele deus, não foi muito bom na sua imagem e semelhança, eu mesma, nasci quando o céu estava no signo de gêmeos, com ascendente em gêmeos, do elemento ar. Não entendo nada de astrologia. Mas preciso justificar, para mim mesma, o porque da possibilidade de parecer fora de órbita, quando não faço uso de nenhuma substância que comprove tal freqüência.

Escrevo isso porque algumas situações me confundem, ainda mais. Quando já sou confusa o suficiente para esse mundo.

Ah! Pelo amor de deus!

Só apelando pra ele nessas horas. (Sem ironias, com todo respeito, me dá uma forcinha).

domingo, 17 de abril de 2011

tô com sintoma de saudade



Abololô, abolocô
E a saudade vem

Vem pra dizer que no peito
Há vazio há falta de alguém


Abololô, abolocô
E a saudade vem
Vem pra qualquer um qualquer hora
Por alguém que foi pra longe já volta

Foi para não mais voltar
Gente que sente e que chora
Alguém que foi embora

(Marisa Monte / Lucas Santtana)
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o problema não é a presença

mas a ausência

agora é só saudade


falta


agora é carência

sexta-feira, 15 de abril de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mãezinha

Eu queria transformar em versos tudo o que eu sinto.

Precisava dizer a ela que viver pode ser mais bonito.

Não cabe a mim, traduzir o que sinto.

Porque o que sinto não precisa ser traduzido.

Pode só ser. E já está dito.

Te amo mais que tudo.

Luz da minha vida. Cor da minha alma. Voz do meu coração.

O amor é mais que tudo. Assim mesmo, com e no pronome indefinido.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

sonhos

Sempre sonha, sempre sonhou com esse dia.

Continuará sonhando.

Mas, não era assim que previa.

Não era assim que queria.

Não desse jeito.


Quem sabe?


É porque são muitos jeitos diferentes.

Somos muitos em um só.

Somos tantos em nós.

Somos isso.

Sonha com um "isso" melhor.

Sonho com um "isso" mais bonito.

Mais lírico.

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Dicionário

Bonito:

Adjetivo.
1.Que agrada aos sentidos ou ao espírito, sem ser propriamente belo.
2.Que mostra nobreza; generoso.

Lírico:
Adjetivo.
1.Diz-se do gênero de poesia em que se cantam emoções e sentimentos íntimos.
2.Sentimental.

domingo, 3 de abril de 2011

ponto alto

Os loucos me interpretam.

(Manoel de Barros)

domingo, 27 de março de 2011

céu

Eu leio meu horóscopo de vez em quando. Mas, só acredito nas coisas boas. Hoje ele ressaltou a seguinte frase:

É tempo de cuidar da maneira de expressar o que deseja comunicar.

Juro que é o que mais penso nos últimos tempos, mas tenho uma dificuldade enorme de controlar o tom da minha voz e a forma de me expressar, principalmente nos assuntos mais calorosos. Exercício diário.

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Diversão de adulto

Por Martha Medeiros

Uma leitora que assistiu à entrevista que dei recentemente para Marilia Gabriela diz não ter entendido eu ter sido enfática sobre a importância de se valorizar a diversão num relacionamento, já que no primeiro bloco eu afirmei que não era de balada e preferia encontros mais privados. A ela, isso soou como uma contradição.

A leitora, que vou chamar de Carmem, não disse a idade, mas deduzi que ainda estivesse naquela fase em que diversão é sinônimo de festa – uns 19 anos, no máximo. Em tempo: eu gosto de festa. Um aniversário, um casamento, uma comemoração especial. Uma aqui, outra acolá, com algum espaçamento entre elas. Gosto.

Só que, quando falei em diversão, Carmem, falei antes de tudo num estado de espírito. Existe uma frase ótima, que não lembro de quem é, que diz que rir não é uma forma de desprezar a vida, e sim de homenageá-la. Mas atenção pra sutileza: isso não significa passar os dias feito uma boba alegre, dando bom dia pra poste. Trata-se de rir por dentro. De achar graça nas coisas. Mesmo as que não dão muito certo. A essa altura você já deve ter descoberto que nem tudo dá certo.

Parece um insulto falar de diversão com quem, aos 19 anos, deve ser expert no assunto, mas minha tese de mestrado, se eu tivesse que defender uma, seria: gente madura é que sabe se divertir. A verdadeira liberdade está em já ter feito vestibular, já ter terminado a faculdade, já ter casado, já ter tido filhos, já ter conquistado estabilidade profissional, já ter separado (é facultativo) e, surpreendentemente, ainda não ter virado um fóssil.

Com o resto de vida que se tem pela frente, sem precisar provar mais nada pra ninguém, muito menos pra si mesmo, é hora de arrumar a mochila e conhecer lugares que você sempre sonhou conhecer (Fernando de Noronha, quem sabe) e alguns que você nunca imaginou colocar os pés (Mongólia, digamos). Aprender um idioma só pela paixão por sua sonoridade: italiano, claro. Aprender a jogar pôquer ou ter umas aulas de sinuca. Aprender a cozinhar. Caso já saiba, aprender a cozinhar com intenção de abrir um restaurante um dia.

Você deve estar se perguntando: isso diverte um relacionamento? Ô.

Óbvio que é preciso trabalhar feito um escravo para custear toda essa programação, mas nada melhor para um casal do que se manter ocupado em seus ofícios e depois realizar juntos atividades desestressantes e hiperprazerosas, que deixarão ambos mais leves e, não duvide, mais jovens.

Carmem, se divertir é dormir cedo, acordar cedo, trabalhar, suar e arriscar. Pareço louca? Se divertir é isso também, enlouquecer. Festa é bom de vez em quando. E festa toda noite é coisa de gente triste. A vida mundana, ela mesma, é que tem que ser uma farra diária.

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ps.1: Texto lindo. Faz tempo que não posto Martha Medeiros por aqui.

ps.2: Faz tempo, também, que não posto um texto meu. Isso não quer dizer que não ando escrevendo. Mas que ando tímida para expor minhas últimas confissões. Qualquer dia falo um pouco mais de mim, por mim mesma. Por enquanto mostro um pouco de mim, pelas palavras dos outros.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Faz


(Toulouse-Lautrec)

Faz

(Mallu Magalhães)

Diz pra mim
Que vai e volta, mas,
e ouve do peito fundo,
o grito que chama "Faz".

Faz de mim
Mulher do teu coração
Errado tá todo mundo
Dizendo ser contramão

Não tô eu
Querendo tocar você
Se fosse mais um segundo
Já dava até na tv

Pom pom pom - pom pom(x3)
Pom pom pom - pom po-ooom

Diz pra mim
Que vai e volta, mas,
e ouve do peito fundo,
um grito que chama "Faz"

..........................................

Aí-há

(Mallu Magalhães)

Aí-há, de haver o dia, amor
Em que eu te espero na mesa
Pra tua surpresa
Eu já passei teu café

Aí-há, eu sonho tanto, amor
Que quase acordo ao teu lado
E dói um bocado ver
Que a cama é para um só

Ai-há é tão forte o choro, amor
De ter luz condenada
Com data marcada
A gente segue a tocar

Aí-há é tão forte o choro, amor
De ter, paixão condenada,
Tão apaixonada
Tem fé que o dia vem.

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Preciso relatar aqui que quando Mallu Magalhães apareceu eu e minha irmã não gostávamos muito dela como cantora. Ainda acho ela uma cantora "esquisita", um pouco desafinada talvez, possivelmente propositalmente. Mas, fui escutando. E como compositora eu gosto muito, porque ela é romântica e adoro as letras de música que escreve. Não entendo, profissionalmente, de música. Essas duas composições dela que postei aqui em cima, hoje, são minhas preferidas. Minha irmã continua não gostando. E minha irmã também me acha um pouco brega. (Ela tem razão, sou um pouco brega mesmo - de vez em quando - as vezes -)

Tom



(para o tom do meu coração)

"Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade

(...)

Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado"
.

domingo, 20 de março de 2011

Barack Obama

no Brasil.


Barack Obama está no Brasil. Gostaria de relatar aqui essa visita histórica. Ainda que seja decepcionante a cobertura um tanto, quanto superficial de jornalismo a que tenho acesso, e que parece dar importância aos modelitos da primeira dama e ao esquema de segurança. Quando deveríamos nos atentar para que tipo de interesse tem nessa visita (?).

sexta-feira, 18 de março de 2011

percebendo

a percepção pode ser cruel

quinta-feira, 17 de março de 2011

O que fica

Então é assim, você fala e eu escuto.

Eu falo, mas não falo tudo.

Não consigo dizer, o que precisa ser dito.

Porque dói demais, esse meu ser esquisito.

quarta-feira, 2 de março de 2011

momentos

Momentos 1

Ando envolvida com os preparativos de mais uma mudança. Espero daqui a pouco que esse vai e vem termine. Espero que eu pare em algum lugar.

Momentos 2

Fui num supermercado buscar caixas de papelão, para minha surpresa, as caixas tinham preço, R$0,25 (vinte e cinco centavos) cada uma. Claro que não comprei, já não basta comprar alimentos por ali.

Momentos 3

Nublado o Rio fica menos encantado.

Momentos 4

Precisando traçar estratégias. Precisando alcançar metas.

Momentos 5

As músicas que escuto, as músicas que escolho são minhas melhores companhias nas horas de sofreguidão. Nos dias para acalanto. Nas noites de solidão.

Momentos 6

Busco não ser triste, mas a maturidade traz sobriedade, traz sombras.

Momentos 7

Porque no vai e vem, eu me levanto. E me estanco.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

nós



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How I wish,
how I wish you were
hereWe're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here

...................................................
Como eu queria,
como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui

domingo, 20 de fevereiro de 2011

sumidinha:

fui ali na praia e já volto!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

confissão

Adoro o Agamenon, um personagem que escreve ironicamente sobre os acontecimentos da semana no jornal de domingo do o globo. E agora ele está também na internet, no seu blog.

Link (blog do Agamenon):

http://oglobo.globo.com/cultura/agamenon/

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Agamenon Mendes Pedreira é um personagem criado pelos humoristas brasileiros Hubert e Marcelo Madureira, integrantes do grupo Casseta & Planeta. Desde 1989 Agamenon tem uma coluna com seu próprio nome no Segundo Caderno do jornal O Globo.
Logo no começo da publicação da Coluna não havia a menção "Humor" e os mais desavisados pensavam tratar-se de um colunista como outro qualquer porém seus textos com segundas - e às vezes terceiras - intenções causavam muitas dúvidas, controvérsias e discussões.
Igualmente, no começo, Agamenon tinha outro sobrenome, Mendes Caldeira, o que provocou pedido dos familiares com esse sobrenome para que se mudasse o mesmo. Isso aconteceu e temos agora o Agamenon Mendes Pedreira.

(wikipedia)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Cidadão Quem



(Porque eu amo meus irmãos)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

à procura

estou à procura de mim mesma,

espero nunca me achar.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

passarinho

"o meu amor é passarinheiro
ele só quer passarinhar"

(Roque Ferreira)

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eu prefiro assim:

o meu amor é passarinheiro
ele gosta de passarinhar

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

domenica


(música - Ventania - cogumelos azuis)
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(filme/musical - tem umas coisas esquisitas, mas gostei)

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(exposição - O mundo mágico de Escher - vale a pena)

domingo, 30 de janeiro de 2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

fugindo

eu fujo não sei do que
eu fujo não sei por que (?)

fujo de mim
fujo de ti
fujo do outro

fujo daqui
de lá
de cá

não sei pra onde vou
mas sei o que me faz bem

e o que faz bem pra mim (?)

desculpas

não preciso mentir

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Apalpe - 2011


Foi tudo lindo! A lá Caetano: “O Rio é lindo! A Bahia é linda!”

Dia 20/01

18h – Sarau Apalpe


Cheio de apresentações, as mais diversas e variadas possíveis. Nesse momento apresentei a minha pesquisa coreográfica – Arrabalde – que foi adaptada para o evento.

Destaque para a performance do Jojo (Jorge Freire) e sua esposa Diva. Arrasaram!

Dia 21/01

16h – Roda de debate sobre o processo criativo das oficinas Apalpe.


Com: Écio Salles (mediador), George Araújo (participante) e Rafaelle Castro (participante).

Foi ótimo ouvir deles as inquietações acerca do processo. Particularmente, adoro ouvir mesas de debate.

18h – Processo. Vídeo Guia Afetivo

Apresentação de filmes (animação) inspirados no livro Guia Afetivo da Periferia (Marcus Vinicius Faustini).

Destaque para o filme Guia da Periferia Afetivo, que já postei aqui no blog, meu preferido.

20h – Processo. Cenas

Apresentação teatral de cenas com textos produzidos na primeira fase do Apalpe. Participei desse processo interpretando o texto, Contos da Manhã de Luciana Meireles.

Destaque para a interpretação de Luciana Bastos e Leandro Santanna, com o texto No ponto de Rafaelle Castro. Que foi sucesso de crítica e público. (Eles merecem! Meus queridos!)

Dia 22/01

16h – Oficina com Sérgio Vaz (Cooperifa / SP)


Tive o privilégio de participar dessa oficina e não tenho palavras para descrever a grandeza que é o poeta Sérgio Vaz, conhecê-lo e ouvi-lo é a vida na sua qualidade mais límpida. Foi maravilhosa a oficina.

Destaque para o poema dele:

Os miseráveis – Sérgio Vaz

Vitor nasceu no jardim das margaridas
Erva-daninha nunca teve primavera
Cresceu sem pai sem mãe sem norte sem seta
Pés no chão, nunca teve bicicleta

Já Hugo não nasceu, estreou
Pele branquinha, nunca teve inverno
tinha pai, mãe, caderno e fada-madrinha

Vitor virou ladrão
Hugo salafrário
Um roubava por pão
O outro para reforçar o salário
Um usava capuz
O outro gravata
Um roubava na luz
O outro em noite de serenata
Um vivia de cativeiro
O outro de negócio
Um não tinha amigo, parceiro
O outro sócio

Retrato falado Vitor tinha cara na notícia
Enquanto Hugo fazia pose pra revista
O da pólvora apodrece impenitente
O da caneta enriquece impunemente
A um só resta virar crente
O outro é candidato a presidente.


Toda vez que escuto me arrepio.

19h – Programa Apalpe (auditório)

Foi lindo!

Pena que acabou. Obrigada.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

meu sonho de consumo

simplicidade



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Sem me esquecer


Meus dias estão estreitos, as horas ficam contadas e o silêncio é quase nada. Sinto falta da calmaria em que preciso nos meus dias de cada dia.

Sabia que esse período não seria fácil. Sei que a subida é íngreme e duradoura. Mas, confesso, que busquei por ela, pedi que mais desafios me fossem apresentados. Pois, só assim me fortaleço. E não me esqueço. Tento encontrar forças para subir, caminhar, continuar. Mas, compreendo que o descanso também faz parte da subida.

Éramos crianças e subir até a pedra do urubu com meu Pai, em alguns domingos, era uma alegria sem tamanho, ver o Campeche lá de cima, acho que me acalmava. Essa lembrança me vem em pensamentos, nossa bengalinha produzida cuidadosamente com bambu, sem farpas, por meu Pai, nos ajudava dando apoio nos obstáculos da trilha. Nos obstáculos da vida.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Guia Afetivo da Periferia

(em vídeo)


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Dica de Livro

Guia Afetivo da Periferia (Marcus Vinícius Faustini)

Feliz Ano Novo

para todos!

Pintura de André Derain (1880-1954)

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Mandei a palavra rimar.

Ela não me obedeceu.

Falou em mar, em céu, em rosa,

Em grego, em silêncio, em prosa.

Parecia fora de si,

sílaba silenciosa.

Mandei a frase sonhar,

e ela se foi num labirinto.

(Paulo Leminski)

sábado, 25 de dezembro de 2010

bate o sino


coração apertado

aperta a saudade

e vem o choro

a tristeza

a angústia

o estranhamento

a dor

o soluço

o embargo

vem tudo junto

e não consigo

controlar

essa agonia

que não passa

e não sacia

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Feliz Natal a todos!

domingo, 19 de dezembro de 2010

ardente

arde
arde por dentro

ouvir

o que não é
o que não quer

tenta parecer

mas



quer ser
flor

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

volta

desconfio que encontrei

encontrei

o meu amor

ele tem os olhos de quem me quer
e a boca de quem me pede

são tuas
(as) mãos que me fazem carinho
e que me fazem cócegas

são teus

(os) braços que me confortam

e os

abraços que me seguram
me suportam
me envolvem
me cuidam

o colo que me balança
as pernas que me levam
os pés que me encontram
o peito que me acalma
o pescoço que me enlaça
as orelhas mais macias
o sorriso mais sincero

a lembrança mais segura

domingo, 5 de dezembro de 2010

queda-te me quedo


(só para deixar registrado que não gosto desse vídeo, com essa edição de imagens - ridículas -, muito literal e/ou legendada, gosto da música que é linda e fala por si só)

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ele vai
eu fico
ele não fala
mas eu escuto

(saudade)

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

espaço

nem tão perto

nem tão longe

fique

entre