domingo, 9 de junho de 2013

Jean-Luc Godard



Ângela é uma dançarina que quer ter um filho, e decide convencer o namorado Émile, que não dá bola para seus apelos. Diante da negativa, ela decide recorrer a outro homem. Alfred é seu vizinho, grande amigo e apaixonado por ela.

- uma mulher é uma mulher -

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Maninha, 25 anos.



(teus 25, e o nosso amor)

10 aniversários. Não há dia em que não lembre de ti. Não há dia em que não pense em ti. Não me lembro direito do dia em que você chegou (talvez o Daggo lembre). Mas não consigo imaginar nenhum dia da minha vida sem você. Sei a hora que você nasceu, e fiz questão de memorizá-la. Certa vez querendo saber o horário do meu nascimento, fui olhar minha certidão, e estavam juntas na mesma pasta; busquei também pela tua hora e guardei comigo (numa busca de te sentir mais perto). Lembro agora da nossa foto em que estás bebê com os óculos amarelos, sentadas na almofada da Vó Eva. Lembro das tuas caras ‘emburradas’ e dos teus sorrisos ‘amarelos’. Lembro do teu gosto por futebol. E da tua negação em ‘torrar no sol’. Lembro do nosso acordar pela manhã (5h25, 5h30), e de botar o ferro pra esquentar (passávamos a blusa do colégio). Lembro das nossas leituras, revezadas, e das nossas vozes. Voz que até hoje me traz tanta paz (sempre que te escuto). Lembro das feiras (inesquecíveis). Lembro da tua rapidez como garçonete (e da minha lerdeza no balcão), e como tudo vira diversão. Lembro das minhas insistentes reuniões familiares (que não sei se serviram pr’alguma coisa - ? -). Lembro dos nossos shows de cantoras, dos nossos risos, e do nosso olhar. Lembro sempre, de te perguntar. Lembro sempre de você me explicando. Lembro muito da gente conversando. Lembro do nosso ‘boa noite’. Adorava te buscar na escola (me sentia a irmã mais responsável do mundo). Adoro teu jeito único de ser. E amo, mais que tudo ser tua irmã. Porque você é uma das pessoas mais incríveis que já conheci. E que a saudade é grande e o nosso amor também. Feliz Aniversário. E pra sempre o nosso abraço. Te amo.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Junho (giugno)



Calendário - 2013 (presente da querida amiga Jeane, um calendário italiano)

amor



o amor é trilha de lençóis

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Freud (2)

o trabalho, e o amor (são as coisas mais importantes da vida)

sábado, 18 de maio de 2013

ele

uso a palavra para compor meus silêncios - Manoel de Barros

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Freud

a profissão, e o sexo (são as coisas mais importantes da vida)

terça-feira, 14 de maio de 2013

novo blog

Faz muito tempo que não escrevo aqui algo mais autoral. Tenho escrito pouco em cadernos. E tenho pensado muito. Mas há poucos dias estive pensando sobre o que me presentear (de aniversário). Ando num momento estranho. Mas faço questão de tornar meu aniversário em um momento especial. Um dia explico isso detalhadamente, mas é uma referência materna.

Então, em breve completarei 27 anos de vida. E ontem tive essa ideia, irei me dar um novo blog de presente de aniversário. Não imaginei que teria tanta ansiedade com isso. Mas o 'novo blog' não sai da minha cabeça.

Pois é! Sou apaixonada por esse blog, as vezes enjoo, mas passa rápido. Já pensei e até fiz isso na prática algumas alterações, já desfiz muitas, por achar que esse 'layout' é o melhor.

Por fim, gostaria de comunicar que em 19 de junho de 2013 me despeço do 'Enquanto eu tomo meu café...', e de uma parte de mim também. Mas até lá... tem muita água pra rolar.

E preparem-se que em 20 de junho (dia em que nasci) teremos um novo lugar de expressão dessa Talitta que continua escrevendo. Porque a escrita é minha companheira fiel, e com ela sou mais feliz. Se eu tiver alguma pendência nessa vida, minha pendência será com a escrita ela nunca, nunca me abandonou, e ela sempre segura a minha mão com tanto carinho que eu tenho imensa gratidão.

guria



(o) vento seca, (o) amor enxuga

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Elena



Lindo filme.

Elena dançava com a Lua. Elena era tão crua. E se foi. O fim. Acaba. Termina. E deixa.

domingo, 12 de maio de 2013

Mãe Terra



(desenho de Isabel Gomide - artista da Cia. Carroça de Mamulengos)

Minha homenagem as mulheres e Mães (de todos os dias).

terça-feira, 7 de maio de 2013

educação

e a educação continua me emocionando, nem eu sabia que esse encontro seria tão forte

domingo, 21 de abril de 2013

corpo



(meu corpo) me sabe mais que me sei

(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 6 de abril de 2013

sábado, 23 de março de 2013

mar

eu sou água que bate leve, forte
com carinho no olhar

mas também sinto dor

deixo o tempo passar
deixo a água curar

terça-feira, 19 de março de 2013

sobrinha

passou por aqui

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Florianópolis

Saudades de Florianópolis 'Manifesto do Verão 2013'

por Felipe Lenhart


Florianópolis, saio de férias esta semana, e espero te reencontrar. Já faz mais de uma década que tu perdeste e não achaste mais o rumo do teu rancho, deixaste apagar a chama da tua pomboca, largaste de mão as rendas e a tarrafa num canto e abandonaste a tua baleeira ao sabor das ondas. Te emperiquitaste toda, ganhaste um vestido aqui, um day spa ali, levaram-te para um salão de beleza chique, até plásticas andaste fazendo, tu que és linda de nascença, por natureza, beleza sem par. Só andas de carro importado, estás irreconhecível. Mas eu tenho esperança de tornar a te ver nua, sem lenço e sem maquiagem durante esse período em que irei passear pelos teus cenários.

Ora, de repente, viraste a Ilha da Magia, título que faz jus à tua história, ao teu folclore e à personalidade da tua gente, embora tenha te deixado faceira além da conta. Depois, alguém te nomeou Capital Turística do Mercosul, sem que jamais tenhas te preparado para isso, demonstrado competência para exercer o cargo. Daí para frente, foste de elogio em elogio, de rapapé em rapapé, de declaração fulgurante em declaração fulgurante. E hoje estás aí, esnobe e orgulhosa, metida e provinciana como nunca.

Pudera. O assédio é implacável, e tu te deixaste levar. Jornais e revistas passaram a te paparicar como a uma estrela, e gente de todo o Brasil começou a falar de ti publicamente. O dia contigo. Uma tarde contigo. Uma noite dos deuses contigo. Um feriado de cinema contigo. Uma temporada inesquecível contigo. Viraste a capital mais invejada do Brasil, como se tu brilhasses dia e noite, não tivesses indisposições, achaques, dores de cabeça e de ouvido. O mundo olhava para ti e via a mulher dos sonhos. Floripa: #partiu.

Então, começaste a inchar. A comer de glutona, sem fome, e a beber como nunca, sem sede. A viver de salto alto, caminhando entre prédios cada vez maiores e numerosos, quando querias mesmo era andar descalça sobre a areia do mar. A sair dia e noite, num ritmo frenético, quase mecânico, que ofuscou o teu olhar e embruteceu a tua sensibilidade. Até as tuas praias, que o teu povo aprendeu na escola serem 42, viraram uma centena. E te perdeste.

Gente rica veio morar na tua região e a te transformar na marra em gente rica como eles. Bares, restaurantes e hotéis foram sendo abertos e fechados, um seguido do outro, até que a máquina engrenou. Te imaginaste Punta, Saint-Tropez, Ibiza, passaste a chamar berbigão de vôngole, a derrubar bar de praia e a erguer beach club, a preferir piscina à lagoa, os teus condomínios começaram a se comunicar em francês e inglês. Pegaste fama de mulher Classe A, que só se interessa por jogadores de futebol, traficantes milionários, pilotos de fórmula 1, políticos Don Juan, atores e DJs. Todos vestidos de branco e dourado, desfrutando uma interminável sunset party isenta de fiscalização e imposto de renda.

Não tens terminais de ônibus decentes, um sistema de transporte coletivo que funcione, mas reclamas marinas para aportares as tuas lanchas e os teus iates. Tu, que eras a cidade das bicicletas, dos campinhos e dos ônibus pontuais, em que motorista conhecia passageiro, que conhecia cobrador, viraste um lugar do carro, para o carro, pelo carro, de avenidas mal desenhadas, viadutos improvisados, semáforos que não conversam, ciclovias que levam do nada a lugar nenhum, operações tapete preto. As tuas praias estão cheias de lixo, os motoristas cada vez mais desrespeitosos, a tua gente cada vez menos educada.

Aos poucos, a convivência entre os teus foi arruinada. Os teus festejos de bairro minguaram, porque as pessoas começaram a se matar aos socos e às facadas e aos tiros. As festas municipais foram enclausuradas dentro de "centros de eventos", como em "cidades grandes", com uma dinâmica excludente, elitista, e já ninguém lhes dá a mínima - e aqueles que apostavam tudo nelas, a tua gente mais precisada, ficou a ver canoas, entregue à intempérie econômica, sem pulseirinha, área VIP, cortesia, camarote, listas bônus.

Mas então veio esse memorável carnaval de 2013, em que, mesmo sob atentados, incêndios e tensão, o teu povo voltou à praça como antigamente, todo mundo junto e misturado, batendo tambores e recordes de presença e de alegria. Eu pego o embalo e saio de férias, confiante de que irei te reencontrar.

Vou, por exemplo, àquele canto esquecido das dunas dos Ingleses para ver se estás por ali, estendendo redes de pesca com os nativos ou descendo as ondas de areia em cima de caixas plásticas besuntadas de vela. Subirei o costão esquerdo do Santinho para que, juntos, relembremos a época em que os costões eram virgens e livres de especulação imobiliária. Vou saltar para dentro de um barco e ir até a Ilha do Campeche batendo papo com o pescador sobre a escassez atual que grassa nesse marzão que te circunda. Vou tomar banho em praias que, ao se verem livres de turistas e visitantes, nos presenteiam com a água mais verde-cristalino de que se tem notícia. Vou marchar até a Lagoinha do Leste e lá dormir uma noite, para ver se te escuto cantar numa roda de violão à luz da fogueira...

Vou, enfim, passear pelas tuas entranhas, para ver se te reencontro, pois já estou com saudades.

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* Um pouco de Florianópolis pra entender o que é ser um Manezinho.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

meu mar

eu sou um mar

cuidado: perigo frágil

Isadora


Isadora Duncan
(1877 - 1927)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

equilíbrio

Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara - fazer a coisa certa no momento certo.

Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.

Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos. É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.

Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo.

(Brahma Kumaris)