domingo, 18 de março de 2012

Tarsila do Amaral

(1886 - 1973)

Hoje foi dia de ver e sentir as obras de Tarsila do Amaral e de acabar com todos os meus preconceitos. Porque fiquei sem ar com tamanha força e expressividade. Sem palavras para as sensações que a exposição causa, não por acaso os curadores nomearam a exposição de Percurso Afetivo.



Retrato de Oswald de Andrade, 1922.


Site oficial: http://www.tarsiladoamaral.com.br/

terça-feira, 6 de março de 2012

Amara

amaramar

sexta-feira, 2 de março de 2012

o choro

por Xico Sá *

Eis mais uma, entre as tantas, vantagens das fêmeas sobre os marmanjos: a coragem, o destemor, a arte de chorar em público.

Se o choro vem, as mulheres não congelam as lágrimas, como os moços, esses moços, pobres moços…

Não guardam as lágrimas para depois, como nós, que sempre adiamos as cachoeiras interiores, não levam as lágrimas para derramar escondidos na alcova.

Pior ainda é o homem que não chora nunca. Além de fazer mal ao coração, esse tipo não merece muita confiança.

As mulheres não, falo da maioria das fêmeas, desabam em qualquer canto e hora. Se estão mal de amor, choram na firma, no escritório mesmo, na fábrica, choram no trânsito, choram no metrô, simplesmente desabam.

Como invejo as lágrimas sinceras das moças.

Quantas vezes a gente não se preserva, por fraqueza, enquanto as lágrimas, em queda d´água, batem forte no peito machista e viram apenas pedras do gelo do uísque.

Como invejo as mulheres que misturam sim o trabalho com o drama furioso da existência.

Desconfio da frieza profissional, das icebergs de tailleur, que imitam os piores homens e guardam tudo para molhar o travesseiro solitário numa noite de inverno.

Ora, as mulheres podem ser infinitamente poderosas, administrarem plataformas de petróleo nos mares e chorarem um atlântico diante de uma indelicadeza da vida.

Lindas e comoventes as mulheres que choram em público, nas ruas, nos cafés, nos bares, nos restaurantes, no táxi. São antes de tudo umas fortes. Tristes dos que estranham ou ficam envergonhados com o mais verdadeiro dos choros.

Triste dos que acham que não levam a sério, que tratam como sintomas da TPM e chiliques do gênero, que fracasso. Ora, até mesmo os choros de varejo, não importam as causas, são comoventes. Chorar engrandece.

Fazer amor depois de lágrimas, então, é sentir o sal da existência, romanticamente, sem medo de ser ridículo ou cafona.

Acabei de testemunhar uma dessas lindas e corajosas moças, chorava no metrô da avenida Paulista.

Por que chorava aquela moça?

A moça não escondia os soluços do choro. Terá discutido a relação, a velha D.R., à boca da estação Paraíso? Veste roupa de trabalho sério, e chora.

Daqui a pouco estará sentada na sua cadeira de secretária, exímia, bilíngüe, a serviço da grana “que ergue e destrói coisas belas”.

Teria levado um pé-na-bunda, um fora? Teria visto o casamento pelo binóculo do titio Nelson Rodrigues? Perdoa-me por me traíres?

A moça que chorava sabia que o amor é como o metrô na avenida Paulista: começa no Paraíso e termina na Consolação.


* Tão delicado.

** Porque o choro é tão parte de mim, quanto o riso.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Carnaval



Então, vamos ao que interessa. Sou apaixonada por Carnaval desde pequena. Eu e minha irmã puxamos isso do nosso Pai, muito folião, acho que hoje ele está mais calmo. Mas cresci vendo meu Pai pulando muito no Carnaval. Já vi ele se vestindo de mulher, descascando uma batata-doce pra colocar de peito embaixo de um biquini azul, peruca prata, vestido florido e lá foi ele... nós ficamos na casa da minha tia. Meu irmão é mais tranquilo, ainda mais acompanhado.

Pulei muito mais Carnaval em Floripa do que no Rio. Já pulei em Porto Seguro também numa overdose de axé e beijos na boca inesqueciveis. Mas desde o ano passado tenho gostado muito do Carnaval de Rua do Rio, muitos blocos. Já me convidaram pra desfilar em alguma escola de samba por aqui, mas não tive vontade, acho que é muita dedicação naquela multidão.

Já desfilei em Floripa, numa ala coreografada de bailarina, com um enredo maravilhoso, "Teatro Álvaro de Carvalho. Retratos do Tempo,Onde a Arte Imita a Vida", homenageando o teatro da cidade TAC, sei uma parte do samba até hoje, "TAC retratos do tempo, tela viva da nossa cultura, cinema mostrou, ópera, humor, dramas e comédias a plateia emocionou. É pura sedução a arte vai entrar em cena amor nessa homenagem ao TAC Copa Lord dá um show". No ano seguinte, para mesma escola desfilei na comissão de frente como "mar" num enredo lindo também, "Sob a Luz da Ponte Hercílio Luz". Nesses dois anos que desfilei em Floripa a escola Copa Lord foi campeã, acho que sou "pé quente".

Aqui no Rio não alimentei uma paixão por nenhuma escola, tenho uma preferência pela Mangueira, mas nada muito fiel. Não sou fã do Paulo Barros (mas admiro), acredito que ele tem uma capacidade de execução das suas ideias muito grande... só que me dá preguiça excesso de criatividade, me cansa. Tudo bem! O Carnaval é "over"!!!

Pulando etapas, Carnaval sempre tem muita história pra contar. Esse ano também marcou. A parte jovem, encorajada e muito corajosa da minha família veio pular carnaval comigo no Rio, digo encorajada porque eles vieram de carro. E foi muito, mais muito legal. Foram poucos dias, intensos, felizes, cheios de diálogos políticos, democráticos, de fato, não somos alienados... não conseguimos ser nem no Carnaval. E reconheço isso como uma qualidade, as vezes é cansativo, mas conversar é tão bom.

E claro que eles aumentaram meu repertório musical, cada um escolhia uma música diferente. Foram muitas! Tô cheia de novas referências! Obrigada amores da minha vida!

Fico por aqui... faltando muita coisa! Quando pequena já ganhei concurso de dança e fantasia. Quando grande já saí pra pular com meu Pai.

Atualmente ando de abelha por aí... tô tentando voar!



(Igor Anatoli amigo querido, anfitrião no Rio e também parceiro de folia)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Lua e céu estrelado



Maninha, eu, a Lua, o céu e as estrelas.

Lua e céu estrelado são o que me faz bem em Floripa.

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Paródia

Ô, Mana

Ô, Mana
Cê vai tão cedo
E sempre explica
Que vai de aflita, que vai de medo

Ô, Mana
Abre o teu quarto
Vou de visita
Eu sei que eu sou
Um tanto intrometida

Se desse eu dava Mana
Todos vestidos pra você
Se eu pudesse eu comprava Mana
Todos os livros pra você

Eu dava todo mar
Eu largava tudo
Pra visitar
Teu coração

Ô Mana
Cê vai tão cedo
E nunca explica
Se não tem medo
Se fica aflita

Ô, Mana
Abre o teu quarto
Vou de visita
Eu gosto tanto
De te ver bonita.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano Novo

Feliz 2012! Já ganhei minha agenda, acho que sem querer acabou virando um ritual familiar sermos presenteados com uma agenda do partido, ainda que eu não faça parte dele. Mas, sim, é a minha agenda preferida.

Na dúvida pra começar o ano escolhi publicar dois poemas. Gostaria de publicar um. Mas... 2012 é par... então vamos começar com 2 poemas, só pra combinar.

O Amor

Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo cotidiano!

Ressuscita-me,
quero viver até o fim que me cabe!

Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
salários.

Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.

Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o Universo;
a mãe,
pelo menos a Terra.

(Maiakovski)


Quero saber

Quero saber se você vem comigo
a não andar e não falar,

quero saber se ao fim alcançaremos
a incomunicação, por fim

ir com alguém a ver o ar puro,
a luz listrada do mar de cada dia
ou um objeto terrestre

e não ter nada que trocar
por fim, não introduzir mercadorias
como faziam os colonizadores
trocando baralhinhos por silêncio.

Pago eu aqui por teu silêncio.
De acordo, eu te dou o meu

com uma condição: não nos compreender.

(Pablo Neruda)

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Direto do pacato Campeche na companhia de visitas maravilhosas, Marco Aurélio e Elaine. Esse reveillon entrou pra lista dos meus preferidos. Mesmo embaixo de muita chuva conseguimos fazer uma passagem de ano revitalizadora. Contando todas as saudades, ando me recompondo. Família é o que segura a gente e não nos deixa cair. Viva 2012.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Seu Chico


O Bar da Esquerda

Por Elaine Tavares.


A tarde era de sol e abafada. Um dia triste. Encantava aquele que acordou o Campeche nos anos 80, para a alegria, para a política, para vida. Seu Chico. A praia era raiz, tinha pouco "haule" e o que era um rancho de pesca virou um bar. Lugar de acolhimento, de sombra, de água fresca e de histórias. Quando ninguém na cidade abrigava o povo da esquerda era ali que se faziam reuniões e festas. Ali se conspirava e sonhava. A figura simples e direta do Seu Chico atuava como um regaço, onde as gentes que faziam a luta podiam descansar.

Chico era homem do mar, lançava o barco, puxava a rede, trazia o peixe. Foi assim que, junto com Eva, criou 16 filhos. E os criou gente de bem, de responsabilidade, de valentia. Um bom exemplo é o Lázaro, que até vereador foi, e como incomodou os poderosos. Deles vieram netos, bisnetos e tataranetos. Chico amava o mar do Campeche, as dunas, a restinga. Era deles seu primeiro sorriso, a cada manhã, quando vinha tomar o banho gelado que lhe dava vigor e saúde. Chico era doce como mel e seu sorriso derretia qualquer coração. Não tinham maiores ambições que a de criar os filhos, encaminhá-los e ficar ali, na beira do mar, vendo a vida passar.

Não foi sem razão que o pequeno cemitério do Campeche ficou repleto para a despedida. Chico encantou na tarde do dia 20 de dezembro depois de alguns dias lutando no hospital. O velho pescador tinha um câncer, mas, com certeza, a tristeza de ver o seu bar derrubado pelas máquinas da prefeitura lhe entristeceu demais os últimos dias. O bar era o seu mirante para o mar, lugar que não mais dominava no remo e na rede. O bar era seu refúgio. Não era dinheiro o que buscava ali. Tanto que a construção era simples, de madeira velha, bem raiz, como cabia ao Campeche. Não era um projeto capitalista. Era um espaço de aconchego e partilha. Ali se festejavam os carnavais, o natal, o ano-novo, os aniversários, qualquer coisa que alguém quisesse. Ainda assim as máquinas vieram…

As máquinas que nunca derrubaram a casa do Guga, nas dunas, nem o Costão do Santinho, onde veraneiam os ricos, ou os hotéis de luxo nas restingas. Não, apenas o bar do Chico era “ilegal”. Espaço histórico da comunidade: ilegal. Veio abaixo. Por birra, por vingança. No seu lugar tentaram erguer o deck de um condomínio. O povo revoltou: botou abaixo. Ainda assim, o bar do Chico não voltou e ele ficou mais triste.

Hoje, o dia abafado deu lugar à brisa suave, que começou a soprar na hora em que o frágil corpo do Chico descansava na beira do mar. Havia um cheiro de maresia, grito de pássaros e aquela aragem boa. A natureza oferecia o que de melhor tem para receber o amigo de tantos anos. O padre Vilson fez a missa, amarrou as palavras. A família se despediu, sem desespero, porque aquela era uma vida que tinha se cumprido em plenitude. Chico fez sua história, virou história. Morto que não morre, figura imortal. Como bem lembrou o Ataíde, surfista das antigas, em cada entardecer ainda se ouvirão as palavras do velho pescador a dizer: “rapaze, rapaze, sai da água”.

Com o encantamento do Seu Chico, o Campeche também encerra um ciclo. Hoje, o lugar bucólico onde ele fincou o seu bar já está invadido por condomínios, asfalto, grandes empreendimentos. Há luta, mas as máquinas parecem mais fortes. Resta aos novos moradores – nativos ou não – decidirem o que querem para suas vidas. Um lugar sem alma, sem identidade, poluído e intransitável ou um bairro jardim, de casas baixas, com cachorros, gatos e passarinhos, onde as pessoas se conhecem e se amparam? Muito já foi destruído, mas ainda há tempo de parar.

No silêncio da noite que se aproximava, parada na beira do mar, eu pedi ao meu deusinho que recebesse o Seu Chico nos braços e que olhasse por nós aqui embaixo, no meio de tantos vilões, pelos quais, como ensinava Cruz e Souza, temos de ter ódio, ódio são, ódio que move. Na imensidão do céu do Campeche se foi o Seu Chico, remando a canoa invisível. Vai em paz, companheiro, que aqui a gente continua. Tu cumpriste teu destino e o fizestes bem.

mar de lembranças



Vô! Um ser encantado!

Francisco Alexandrino Daniel
(1924 - 2011)

bondade - partilha - amor - união - gratidão - amizade - sorriso - alegria - aperto de mão - beijo - pirão - peixe - pesca - tainha - mar - poesia - lugar - simpatia - histórias - respeito - honestidade - generosidade - experiência - humildade - coragem - andante - falante - companheiro - inteiro - guerreiro - valente.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vôzinho

Meu amor é teu.

São muitas lembranças. A primeira que eu tenho é de quando morávamos atrás da casa da Vó Eva e do Vô Chico, morávamos num rancho de madeira tão pequeno. E nessa minha vaga lembrança a que eu tenho é da minha Maninha num berço, meio improvisado nesse rancho.

Depois que nos mudamos pra casa até hoje a casa que a minha Mãezinha mora, não me desvencilhei da convivência na casa dos meus avós. E continuei dormindo lá, muitas vezes, tinha uma parte do guarda-roupas de alguma tia reservado pra mim. Lembro que aos poucos, fui deixando de dormir lá, mas foi um processo. O que lembro também é que acordar na casa da Vó era bem aconchegante, sempre uma mesa de café da manhã e da tarde também lindas. Até hoje minha Vó agrada os netos com suas mesas, de cafés, almoços e jantas.

Meu Vô sempre teve lugar reservado na mesa, mas não era na cabeceira, gostava do cantinho. Ai vozinho! Tantas vezes, eu na minha distração, sentei no seu lugar, sem querer, sem lembrar... e todas as vezes foi um prazer lembrar de ceder o lugar. Meu Vô deixa marcado seu lugar nessa vida para sempre.

Cresci com um Vô já cheio de histórias pra contar e mais tantas pra enfrentar. Cresci com um “Vô famoso”, no melhor dos sentidos. Um ser mágico. Acordava muito cedo, todos os dias, muitas vezes antes das 5h. Criava Vaca e Boi, e muitas vezes lembro do meu Vozinho tirando o leite da vaca, ele gostava de ensinar e eu não queria nem chegar perto. Meu Vô tinha Jeep, já velhinho na minha infância, mas adorávamos brincar naquele Jeep. Tempos depois teve um “skort”, com a placa BOB, o carro virou BOB.

Não sei se conseguem imaginar. Mas, meu Vô sempre foi uma figura mística ou mítica pra mim. Não tenho nenhuma lembrança ruim. Tudo bem, ele não gostava muito do meu cabelo. Mas, tudo bem Vô! Eu e meus irmãos sempre estudamos de manhã, só minha irmã que algum ano estudou a tarde, quando íamos pegar o ônibus passávamos na casa da Vó até hoje é assim, passamos na casa da Vó pra ir pro centro (cidade). É caminho, e é muito perto do ponto de ônibus. Ali, pela manhã, já recebíamos muito carinho. As vezes meu Vô ainda não tinha feito a barba, e adorava brincar com isso, quando a barba espetava no beijo de bom dia. Ele também gostava de falar que a melhor coisa que a gente fazia era estudar de manhã, porque é quando a cabeça está fresca para receber os conhecimentos. Sem dúvida, um ser sábio.

Sempre pedia para comermos alguma coisa. Sempre de bom humor. Meu Vô é meu cantador. Ah! Que falta vou sentir de suas músicas. E as caminhadas. Acordava cedo, ia ver o bar na praia. Ia botar os bois pra pastar. Arrumava coisa pra fazer o tempo todo. Aos poucos foi ficando velhinho e já ficava mais sentado, mais cansado. Depois que vim pro Rio, nas vezes em que voltei lá, eu era a neta carioca. Gostava de me apresentar assim, “essa é minha neta carioca”. E me perguntava de todas as praias e pontos preferidos. Meus Avós conheceram o Rio, muito antes de mim. E adoram a Praia do Flamengo.

Meu Vô me falava todos os Presidentes do Brasil, quando ouvi isso a primeira vez me apaixonei. Tudo no meu Vô era o máximo pra mim. E sempre, sempre, me diverti. Eu fazia uma festa. Pedia os Presidentes, pedia músicas, pedia histórias, meu Vô me divertia. Meu Vô me amava e eu também o amava muito. Eu o amo muito pra sempre. Ainda bem que estive esse ano com ele, em abril. Meu Vô abriu um mundo pra mim, mais leve, mais simples, mais sincero, mais feliz. Meu Vô é o grande Seu Chico, o pai do Beto, o marido da Vó Eva, o dono do Bar. Meu Vô é o meu bem. O bem mais precioso, e tive o maior prazer e orgulho do mundo em ser sua neta, ser sua neta é uma honra pra mim, Vozinho. Obrigada, todos os dias, por ter estado na minha vida e continua em todos os sentidos, especialmente no meu coração. Meu amor é teu.



Meu amor é teu
Mas dou-te mais uma vez
Meu bem
Saudade é pra quem tem

Todo o teu amor
Eu vi de longe
De longe...
Dava pra sentir o teu perfume
Eu juro, eu juro...

Meu amor é teu
Mas dou-te mais uma vez
Meu bem
Saudade é pra quem tem

Todo o teu amor
Eu vi de longe
De longe...
Dava pra sentir o teu encanto
Eu juro...



ôh! Vô!

E agora como seguimos (?)

sem teu brilho por aqui

sem contar tantas histórias

nosso pescador

sem cantar tantas modinhas

nosso inventor

sem falar todos os presidentes desse Brasil

nosso historiador

sem teu beijo de bom dia

nosso amor

sem tua coragem no dia-a-dia

nossa dor


ôh! Vô!

agora já faz falta

cuidado que a maré tá alta

e o vento de hoje é sul

lá vem vindo chuva

hoje o céu tá mais azul


ôh! Vô!

senta aqui um pouquinho

toma um cafezinho

tô só te cuidando com carinho

descanse

não se canse

que o passeio pode ser leve


ôh! Vô!

das tantas caminhadas

fica a saudade apertada.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011



Vozinho recitando Casimiro de Abreu,

Eu nasci além dos mares:
Os meus lares,
Meus amores ficam lá!
— Onde canta nos retiros
Seus suspiros,
Suspiros o sabiá!
Oh que céu, que terra aquela,
Rica e bela
Como o céu de claro anil!
Que seiva, que luz, que galas,
Não exalas
Não exalas, meu Brasil!
Oh! que saudades tamanhas
Das montanhas,
Daqueles campos natais!
Daquele céu de safira
Que se mira,
Que se mira nos cristais!
Não amo a terra do exílio,
Sou bom filho,
Quero a pátria, o meu país,
Quero a terra das mangueiras
E as palmeiras,
E as palmeiras tão gentis!
Como a ave dos palmares
Pelos ares
Fugindo do caçador;
Eu vivo longe do ninho,
Sem carinho;
Sem carinho e sem amor!
Debalde eu olho e procuro...
Tudo escuro
Só vejo em roda de mim!
Falta a luz do lar paterno
Doce e terno,
Doce e terno para mim.
Distante do solo amado
— Desterrado —
A vida não é feliz.
Nessa eterna primavera
Quem me dera,
Quem me dera o meu país!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

não espero sorrir


Música: Cinema Incompleto / Thaís Gulin - Imagem: Stasia Burrington

Tem dias que nem comecei a terminar
Tem dias como este
As bodas que mal posso adivinhar
De tão inexistentes.
Ninguém me perguntou
Nas flores do meu filme.
Nenhum qualquer gostou
Dos sonhos que eu já tive.
Invento novos beijos
Não espero sorrir
Frequento outros desejos
Eu quase desisti
Eu cansei.
Beijos, brilhos, brindes, brigas, margaridas
Que eu não cometi.
Já confiei a santo antônio, estrela dalva
O que eu jamais vivi.
Guardo, escondo as cores do meu filme
Que não ouso revelar.
Sonhei possíveis sobrenomes
E ninguém insiste em me achar.
Tem dias que nem comecei a terminar.

Tudo que eu peço é um final clichê.

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obs.: Uma das minhas músicas preferidas. Orgulhosa de mim! Eu que montei esse vídeo (superando minhas ignorâncias tecnológicas).

sábado, 10 de dezembro de 2011

Vinicius de Moraes


(1913 - 1980)


Deixa acontecer

Ah, não tente explicar
Nem se desculpar
Nem tente esconder
Se vem do coração
Não tem jeito, não
Deixa acontecer

O amor é essa força incontida
Desarruma a cama e a vida
Nos fere, maltrata e seduz
É feito uma estrela cadente
Que risca o caminho da gente
Nos enche de força e de luz

Vai debochar da dor
Sem nenhum pudor
Nem medo qualquer
Ah, sendo por amor
Seja como for
E o que Deus quiser

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

o pouco

"de tudo ficou um pouco"

(Resíduo - Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

casamento



Ela sonha com casamento. E hoje desconfia que recebeu algo parecido com uma proposta disso. Será?! Anda desconfiada! Mas não costuma criar expectativas.

Ele pergunta para ela:

"Você não vive feliz sozinha? Eu gostaria de poder entrar e viver com você... talvez um dia eu espero. Por que você está encontrando dificuldades para viver sozinha?"

Quem sabe um dia não viverão juntos?! Ninguém sabe. Nem ela, nem ele. Seguem esperando. Seguem caminhando.

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"ela pensa em casamento, eu vou, por que não (?)"

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

sim

céu

‎"o céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu"



‎"querendo ver o mais distante, sem saber voar"

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

meus amores

Quando digo quem são as pessoas mais importantes da minha vida. Digo e afirmo com toda certeza, porque não tenho dúvidas. Estamos longe já algum tempo, nos separamos por motivos diversos. Mas sei que de vez em quando passam por aqui, pelo blog, fiz questão de divulgá-lo para essas pessoas tão importantes. Hoje, minha Maninha me ligou, e dentre outras coisas, demonstrou certa preocupação em relação aos meus últimos escritos. Pois é, ando muito sem tempo para escrever meus textos, minhas coisas, e as vezes me vem palavras soltas que resolvo publicar, não me considero poeta, nem tenho tal pretensão em ser. Mas ando me limitando em tantas coisas, que não acho justo deixar esse espaço aqui de lado. Gosto de atualizá-lo e juro que me esforço do jeito que dá. Maninha, obrigada pela ligação, obrigada por me deixar ouvir tua voz, obrigada por todo cuidado e carinho. Eu te amo pra sempre.

Sem me esquecer. Meu Maninho, me ligou certa vez. E preciso relatar minhas histerias ao telefone, as vezes minha euforia é tanta que fico rindo sem parar, as vezes vem o choro. Pois é, fico muito emocionada com as ligações desses que amo tanto. E então, nesses momentos de riso, meu Maninho usou uma frase do blog ("ah! não estás me entendendo?! porque tu ri quando não entende, é?!"), aí que eu não conseguia parar de rir mesmo. Meus irmãos são essas pessoas que me ligam só pra me lembrar (de) quem sou. Como não amá-los?! Maninho, te amo mais que tudo. Obrigada por tudo sempre. Por me lembrar de ser. Por te ouvir, acredito e confio muito em ti.

Maninha

é a saudade de você

que anda me apertando

sábado, 26 de novembro de 2011

o que (II)

perdi

eu não sei


só sei



que ainda




não me achei

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

o que

dói


dói


sem a gente querer

sem a gente escolher


(então, a gente aperta pra tentar esconder)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

You can take my heart



You can take my heart for a walk on the beach
You can take my heart for a little trip
You can take my heart very close to your heart
You can take my heart forever if you like

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Você pode ter meu coração para uma caminhada na praia
Você pode ter meu coração para uma pequena viagem
Você pode ter meu coração bem perto do seu coração
Você pode ter meu coração pra sempre se você quiser

terça-feira, 15 de novembro de 2011

pro.je.to

Nunca a palavra projeto esteve tão presente na minha vida. Então, só para constar:

pro.je.to

Substantivo masculino.

1.Plano, intento.
2.Empreendimento.
3.Redação preliminar de lei, de relatório, etc.
4.Plano geral de edificação.

(miniaurélio)

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verbo - pro.je.tar

Verbo transitivo direto.

1.Fazer projeto de.
2.Atirar longe; arremessar.
3.Reproduzir em tela (filmes, etc.).
4.Fig. Tornar famoso, conhecido.
Verbo pronominal.
5.Arremessar-se, precipitar-se.
6.Fig. Tornar-se famoso, conhecido.

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Presente do Indicativo

eu projeto

tu projetas

ele projeta

nós projetamos

vós projetais

eles projetam


Pretérito Perfeito

eu projetei

tu projetaste

ele projetou

nós projetamos

vós projetastes

eles projetaram


Pretérito Imperfeito do Indicativo

eu projetava

tu projetavas

ele projetava

nós projetávamos

vós projetáveis

eles projetavam


Pretérito Mais-que-Perfeito

eu projetara

tu projetaras

ele projetara

nós projetáramos

vós projetáreis

eles projetaram


Futuro do Presente

eu projetarei

tu projetarás

ele projetará

nós projetaremos

vós projetareis

eles projetarão


Futuro do Pretérito

eu projetaria

tu projetarias

ele projetaria

nós projetaríamos

vós projetaríeis

eles projetariam


Presente do Subjuntivo

eu projete

tu projetes

ele projete

nós projetemos

vós projeteis

eles projetem


Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

eu projetasse

tu projetasses

ele projetasse

nós projetássemos

vós projetásseis

eles projetassem


Futuro do Subjuntivo

eu projetar

tu projetares

ele projetar

nós projetarmos

vós projetardes

eles projetarem


Imperativo Afirmativo

projeta tu

projete ele

projetemos nós

projetai vós

projetem eles


Infinitivo Pessoal

eu projetar

tu projetares

ele projetar

nós projetarmos

vós projetardes

eles projetarem


Gerúndio

projetando

Particípio

projetado

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

alagados

"a arte de viver da fé, só não se sabe fé em quê"

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Antonio Negri

Ainda preciso digerir. Mas, posso adiantar que foi muito bom pra mim.

desabafo


(Monet)

Nesses anos todos de Rio de Janeiro ando conhecendo muitas pessoas. No último ano, especialmente, esse repertório de novas pessoas tem ficado bem eclético. Adoro as pessoas, adoro conhecê-las, e tento ao máximo respeitá-las nas suas opiniões, atitudes, etc.

Porém, sou ou tenho momentos de anti-sociabilidade. Preciso ser anti-social. É uma necessidade física, humana, particular do meu ser. (E acho que todo mundo sente um pouco dessa necessidade também)

Prefiro respeitar isso, pra me manter equilibrada, pra não esquecer de mim, pra existir.

E para aqueles que se sentem no direito de se intrometer, e/ou se preocupar com a minha vida. Gostaria de poder gritar bem alto: "tenho Mãe, Pai e irmãos maravilhosos, tenho família". Essas são as pessoas que mais me amam, cada um do seu jeito, que mais querem o meu bem, que mais ficam felizes ao me verem feliz, e que me RESPEITAM.

Todos os dias, acordo e imploro pelo direito de ser RESPEITADA. E é tão simples. É só escutar o outro e acatar, sem mais delongas. Aprendi, dentro de casa, e na escola "que o meu espaço termina, quando começa o do outro". Limite é o nome disso, infelizmente tem gente que não o tem, ou não sabe o que é.

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obs.: a pintura de Monet (1840 - 1926) é para me impressionar. Quem sabe me acalma.

obs.2: Quero ter um girassol plantado na casa nova, por isso também a escolha dessa pintura. Ando pensando muito em girassol.

sábado, 5 de novembro de 2011

mau humor

Tem dias que nem eu me aguento. Hoje está difícil.

sábado, 29 de outubro de 2011

o Palhaço



(o melhor filme do ano entre os que assisti)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

se eu soubesse

naquele dia o que sei agora

Manuel Bandeira

(1886 - 1968)


nas ondas da praia
nas ondas do mar
quero ser feliz
quero me afogar

nas ondas da praia
quem vem me beijar?
quero a estrela-d'alva
rainha do mar

quero ser feliz
nas ondas do mar
quero esquecer tudo
quero descansar

(quero mergulhar nas ondas do mar)

presentes

quase que um diário da casa nova

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A casa vai bem, e realmente venho me adaptando. Hoje passou um anjo por aqui, me trouxe internet, sim já estou com internet depois de perder um pen drive na lan house, e interfone, sim eu não tinha interfone, ou melhor não estava funcionando. Aos poucos, aos pouquinhos as coisas vão se ajeitando, se encaminhando. A vida vai tomando formas, diferentes, contornos mais claros, cores mais fortes. E o sol sempre volta.

Sou totalmente grata, as visitas, talvez não as opiniões que são muitas. Mais sim, gosto muito de ouvir aqueles que estão tão felizes por mim, por eu está passando por isso, vejo em seus olhos, como gostam de ver e acreditam que esse momento só me fará bem, que realmente é uma oportunidade única e que acreditam que eu serei mais feliz. Escuto estes, amigos, conhecidos, familiares, com atenção, com carinho, com o coração.

E são tantos presentes. Também sou muito agradecida por isso, já ganhei copos, ganhei escorredor de arroz. E os presentes mais importantes, necessários, imprescindíveis vieram da minha Mãezinha, a melhor Mãe do mundo, sem palavras pra descrever e agradecer esse amor tão lindo.

o sono

quase que um diário da casa nova

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Meu sono também mudou, ainda dependendo do período de adaptação. Não estou conseguindo ter um sono tranqüilo. Por isso, minha mania de acordar cedo está um pouco prejudicada, porque como não tenho uma noite de sono profundo, acabo acordando cansada e preguiçosa. Mas, isso passa.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Lapa Girl


(fácil me identificar)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

na casa nova

No dia 16 de outubro comprei talheres, foi difícil escolhê-los. Mas consegui. Ando num processo doloroso de adaptação, não queria expor tanto a minha vida pessoal aqui. Mas não tenho com quem conversar, então escrever foi minha solução para não pirar. Estou morando sozinha pela primeira vez na minha vida.

Falei sobre o processo de adaptação doloroso e pretendo botar pra fora isso aqui. São muitos choques e a escrita vai ficar confusa... enfim, vamos lá. Primeiro de tudo estou sem internet e no mundo de hoje viver sem internet é uma das coisas mais difíceis. Como tudo tem o lado bom, pra mim, é não ficar “viciada” na chatice do facebook, preferia não tê-lo (juro), porque simplesmente é impossível não se viciar. Ainda, não consegui resolver e instalar uma internet (barata), de preferência o mesmo valor da que eu tinha, e esse assunto (internet) é uma das pequenas labutas. Porque, agora, cuido de uma casa inteira, pequena, porém uma casa.

O segundo é que nunca foi meu sonho ou minha prioridade morar sozinha. Hoje tenho mais certeza, as circunstâncias caminharam para isso. Todas as possíveis pessoas (amigos, conhecidos) que eu poderia morar, optaram por morarem sozinhas ou com seus respectivos companheiros (casamento), constituir família (um dos meus projetos de vida). Antes, de escolher morar sozinha, sei que escolhi e sou totalmente responsável por isso, tinha a intenção de voltar a morar na casa da minha Mãe, durante muito tempo essa foi minha primeira opção. E uma amiga me falou que era muito compreensível isso, porque eu ainda não tinha uma família, isto é, não tenho um companheiro, marido, namorado, para começarmos uma família.

Continuando no processo de adaptação, sou uma pessoa extremamente comunicativa, adoro conversar, conversar de verdade, falar horas e horas sobre assuntos, coisas, idéias, reflexões, sou apaixonada pela linguagem. E isso é uma das loucuras de morar sozinho, não temos com quem conversar. Meu vaso sanitário faz uns barulhos esquisitos, e toda vez que ouço seu barulho penso: “ah pelo menos o vaso se comunica comigo”. Também gosto do silêncio, isso é uma vantagem de morar sozinha, e uma das melhores vantagens, ninguém e nada, ou quase ninguém ou nada, te perturba. Pelo menos não diretamente.

Estou curiosa para saber quanto tempo dura esse processo de adaptação. Em quanto tempo ficarei bem com todas essas questões. Acho que só depende de mim mesma. Depende de saber lidar com essa solidão (que talvez eu tenha escolhido indiretamente). Sim. Mas, não escolho ser sozinha.

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Obs.: Primeira visita! No dia 09 de outubro de 2011, domingo, Luciana Bastos veio me visitar. Querida amiga.

domingo, 9 de outubro de 2011

casa nova

Um dia eu conto. Casa nova, mas sem internet.

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Como prometido meus textos sobre a casa nova. Provavelmente meu blog se encaminhará para contar sobre essas novidades, já que estou passando por um momento intenso de encontro comigo mesma, continuo fugindo e a cada dia tenho mais medo de mim.

Casa Nova

Minhas impressões. Cheguei nessa casa, com toda a minha mudança no dia 04 de outubro de 2011. Mas, não pude dormir na casa porque estava sem chuveiro. Então, cheguei de verdade na casa nova a partir do dia 05 com muitas implicações. “Adultei de vez”, começo a pensar que estou num dos momentos mais difíceis da minha vida. Sem dramas, frescuras e bobagens. É só porque estou passando por um momento de sustentar e acreditar nas minhas escolhas. São escolhas muito diferentes de quando eu tinha 15 e 17 anos, momentos tão marcantes quanto.

Pois é, aos 15 anos passei as férias mais inesquecíveis e conturbadas da minha vida com a realização do meu sonho de conhecer a cidade maravilhosa. Voltei para Floripa com a certeza de que iria encarar o Rio de Janeiro de frente. Só não sabia quando?

E esse quando veio mais rápido do que eu esperava. Prestes a completar 18 anos, com direito a emancipação (fui emancipada), cheguei no Rio para ficar, também não sabia até quando. Eram tantos sonhos, tantos planos, insisto até hoje neles. As vezes fervorosamente, as vezes “devagar e sempre”.

Já são quase oito anos e “temo” em dizer que “carioquei” de vez, acho que nem eu esperava tanto. São muitas histórias pra contar, foram muitas casas em que morei, muitas pessoas que conheci. E não sei quem escolheu quem?!

Estou com 25 anos cheia de sonhos, mais perdida do que nunca. Mas, amadurecendo sempre.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

o bolo

Tenho uma aluna que pela segunda vez me trouxe um pedaço de bolo, embrulhado num papel laminado. Ela nem imagina o quanto eu gosto de bolo. E o quanto o gesto dela, simbólico, carinhoso e gentil me causa tamanha alegria. Também são esses gestos da vida que me fazem continuar. E me lembram de não desistir.

domingo, 11 de setembro de 2011

le dimanche

est jour de cinéma.



Tom Hanks me faz chorar (acho que é o meu ator preferido dos americanos).