sábado, 19 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

mais tranquila


É impressionante como algumas músicas definem, ou marcam, ou ajustam alguns momentos da vida, alguns encontros, alguns aspectos, algumas lembranças. Na correria da vida, deixamos passar coisas importantes, que nos fazem bem, que nos fazem mais felizes. Os compromissos, claro, temos que cumprir, "tarefas a cumprir", além do que são os que nos mantém vivos. O trabalho, os estudos, as escolhas, as metas, os objetivos, e muitíssimas outras coisas.
Os amigos também nos mantém vivos, e como diz uma grande amiga: "os amigos nos lembram quem somos", como somos... a música que escolhemos para ela é a do Cazuza "Vida louca, vida! Vida breve!".
Os clichês dos amigos todo mundo conhece, "não é preciso encontrá-los sempre, para sabermos que eles existem", "mas, enlouqueceria se morressem todos os meus amigos". Porém, são tão sinceros, tão cheios de verdade. Que não poderia não citá-los quando escrevo sobre encontros com amigos, amigos de verdade, amigos para sempre. Sábios poetas.
Ontem foi um dia bom, bom não, ótimo! Estive com um amigo que não via há muito tempo. E como foi maravilhoso encontrá-lo. Nossa música também é Cazuza, não sei se é nossa (?!). Mas é para ele. Também não sei por quê (?): "amor da minha vida daqui até a eternidade, nossos destinos foram traçados na maternidade".
Assim, tiro férias mais calma, viajo mais tranquila, acredito mais na vida, sinto mais saudade, reconheço outras importâncias, mudo as prioridades. Amo mais que tudo. Lembro de quem sou.

PS.: Pintura de Picasso.

PS.2: No momento não estou conseguindo publicar vídeos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

tempo, tempo, tempo, tempo


"O tempo é:
muito lento para os que esperam,
muito rápido para os que têm medo,
muito longo para os que lamentam,
muito curto para os que festejam.
Mas, para os que amam,
o tempo é eternidade."

Não sei se é isso mesmo?!?!???

Bom domingo!

PS.: Pintura de Nolde.

sábado, 12 de dezembro de 2009

um pouco de

Maiakovski

Assim solto por aí...

"Nesta vida morrer não é difícil. O difícil é a vida e o seu ofício."

Ah! Um pouco de melancolia não faz mal a ninguém.

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Filme: "Tudo acontece em Elizabethtown"



Assisti... e... adoro finais felizes!!!

Nathasha!!!


Prima querida!!! Te amo demais!!!

não queria

escrever aqui hoje. Mas a necessidade me chamou. Devido aos últimos acontecimentos lembrei de um papelzinho que ganhei de uma tia minha há muitos anos atrás e tenho guardado numa agenda antiga.

No papel está escrito o seguinte:

"Controle o tom de sua voz! Já verificou como é desagradável quando alguém se dirige a você em tom áspero?
Pois faça aos outros o que gosta que os outros façam a você.
Mesmo quando repreender, faça-o com voz calma e educada, como gostaria que o repreendessem quando você erra.
Lembre-se de que, em geral, somos odiados ou amados, de acordo com o tom de voz que empregamos."

Enfim, depois expresso melhor o porque desse blá blá blá...!!! Minhas ideias não estão claras. Estou um pouco nervosa. E acho que escrevendo, ainda que brevemente, aqui já me acalma um pouco.

Boa noite para todos!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Quase

Pensei em escrever aqui sobre isso, só depois que entrasse definitivamente de férias. Mas acho que nem combinaria mais com a ocasião. É porque sempre que falta um "quase" para alguma coisa, me lembro da música de campanha do Lula de alguns anos atrás: "Agora é Lula! Falta pouco, quase nada nossa Pátria tão amada já cansou de esperar...". Parece uma bobeira, parece não, na verdade é uma bobeira minha. Mas sou tão cheia de bobeiras, que de alguma forma me alivia escrever aqui sobre essas "bobeiras".
Só estou expondo minhas associações, algumas são mais reais, outras são mais irreais. Porém, as assoaciações são parte integrantes da formação de nosso caráter, de nossas opiniões, dos gostos, da personalidade, etc. Não estou querendo justificar minhas bobeiras. Porque, bobeiras são bobeiras e pronto.
Enfim, estou quase de férias.

Obrigada pela atenção!

Amor, não precisa de filosofia

Cansei...
Daqui pra frente não será mais assim
Então vêm, eu te convido
Quero dividir meu paraíso? Te mostro meu esconderijo.
Desculpas já não peço mais
Fiz tudo procurando paz
Não vou desperdiçar alegrias
Amor, não precisa de filosofia
O que feriu a minha pele, me ajudou a entender
que a dor de quem se esquece é cruel.

Pensei nessa música (do Frejat), que acabei mudando toda a letra. Fiz algumas adaptações para explicitar mais o momento e seus sentimentos. Acho que é por aí que vagam meus pensamentos.

PS.: Compartilhando meu mau gosto (rs)!
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Mãos Atadas (música - Zélia Duncan)

Tenho as mãos atadas ao redor do meu pescoço
Eu queria mesmo era tocar seu corpo
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos, e depois?
Depois toco meu corpo, eu tenho frio
Sou um louco amargurado e até vazio
E me chamam atenção
Mas eu sou louco é de paixão, e você?
Você que me retire desse poço
Eu sei ainda sou moço pra viver
E te ver assim tão crua
A verdade é toda nua
E ninguém vê
Eu tenho as mãos atadas sem ação
E um coração maior que eu para doar
Reprimo meus momentos
Jogo fora os sentimentos sem querer.
Eu quero é me livrar
Voar
Sumir

Perder, não sei, não sei querer mais
A qualquer hora é sempre agora, chora
Quero cantar você
Vou fazer uma canção, liberte o meu pensar
Aperte os cintos pra pousar
Agora é hora de dizer muito prazer,
sorte ou azar e amar
Simplesmente amar você.



PS.: Acho que essa letra e essa música são lindas. E quero compartilhar também o meu bom gosto (rs)!

Beijos para todos!!!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Crise


Não faz muito tempo aprendi que crise é bom ou faz bem. Isto é, que o significado de crise = quebra pode e deve ser positivo quando associado a mudanças. Estou em crise de uns tempos para cá.
Quando comecei a perceber que não sou mais criança (não faz muito tempo), e que não posso mais agir como criança. Quando consegui compreender o sentido de ser adolescente e felizmente ou infelizmente já passei dessa fase.
É, agora, diferente de ontem sou adulta. Isso não quer dizer que sou madura ou que estou mais madura. Porque o amadurecimento tem sido doloroso para mim. E a maturidade, então, não consigo nem falar e escrever muito sobre isso, porque ainda é como se fosse um mistério.
A vida adulta para mim, ainda está cheia de mitos e convenções que não acredito e que não concordo. Escrevendo isso, parece que estou tendo crise de adolescência na fase adulta. Porque entendo que a rebeldia e talvez as contradições fazem parte e estão contidas na adolescência.
Acho que ser adulto (é como se fosse o contrário de tudo que ainda não sou) é ser mais sério do que o habitual ou ter horas certas para rir e chorar. Isto é, não poderia ter as crises mais loucas de riso e também de choro que eu tenho de vez em quando.
O ser adulto parece um ser cheio de certezas e até mentiras, porque mudar de opinião é perder a credibilidade.
O adulto só enxerga diferenças nos gêneros, e acha que as relações e encontros acontecem por interesses sexuais.
O adulto não pode ser ingênuo, não pode não entender piadas, não deve ser sincero. A última especificamente, porque está relacionado a infantilidade.
O adulto tem que ter noção do mundo. Isto é, talvez não possa se intitular ignorante em algumas coisas ou para determinados assuntos. No mínimo ela já deve ter ouvido falar, se já estiver completado o ensino superior, a cobrança é ainda maior.
O adulto não deve falar o que pensa, ele precisa pensar antes de falar e deve medir as palavras, ter cuidado. Porque tudo pode ser usado contra ele. No mundo dos adultos é assim. Inclusive é cheio de deturpações, porque o literalmente e/ou ao pé da letra parecem não pertencer ao mundo dos adultos.
Para sermos adultos aprendemos a fingir. No fundo as máscaras são só metáforas para entendermos o que é ser adulto.
Então, posso dizer que estou aprendendo a ser adulta. E que está sendo difícil. Mas, já me sinto mais adulta, só não sei se isso é bom ou ruim?!? Ih! Olha aí o conflito do bem e do mal! Dando sinais e provas da minha infantilidade (rs).

PS.: Pintura de Miró.
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Ser feliz não é pecado

Por Martha Medeiros

A felicidade é desprezada por muita gente. A pessoa feliz sofre o preconceito de parecer uma pessoa vazia, sem conteúdo. No entanto, algo ela tem, senão não incomodaria tanto. Será que é porque ela nos confronta com nossa própria miséria existencial? É irritante ver alguém naturalmente linda, rica, simpática, inteligente, culta, talentosa, apaixonada e, ainda por cima, magra! Essa ninfa nunca ouviu falar em insônia, depressão, dívidas, mousse de chocolate?

Os felizes ainda estão associados ao padrão "comercial de margarina", portanto, costumam ser idealizados - e desacreditados. É como se fossem marcianos, só que não são verdes. Por isso, damos mais crédito aos angustiados, aos irônicos, aos pessimistas. Por não aparentarem possuir vínculo com essa tal felicidade, dão a entender que têm uma vida muito mais profunda. Você é feliz? Não espalhe, já que tanta gente se sente agredida com isso. Mas também não se culpe, porque felicidade é coisa bem diferente do que ser linda, rica, simpática e aquela coisa toda. Felicidade, se eu não estiver muito enganada, é ter noção da precariedade da vida, é estar consciente de que nada é fácil, é tirar algum proveito do sofrimento, é não se exigir de forma desumana e, apesar (ou por causa) disso tudo, conseguir ter um prazer quase indecente em estar vivo.

O psicanalista Contardo Calligaris certa vez disse uma frase que sublinhei: "Ser feliz não é tão importante, mais vale ter uma vida interessante". Creio que ele estava rejeitando justamente esta busca pelo kit felicidade, composto de meia dúzia de realizações convencionais. Ter uma vida interessante é outra coisa: é cair e levantar, se movimentar, relacionar-se com as pessoas, não ter medo de mudanças, encarar o erro como um caminho para encontrar novas soluções, ter a cara-de-pau de se testar em outros papéis - e humildade para abandoná-los se não der certo. Uma vida interessante é outro tipo de vida feliz: a que passou ao largo dos contos-de-fada. É o que faz você ter uma biografia com mais de 10 páginas.

Se você acredita que ser feliz compromete seu currículo de intelectual engajado, troque por outro termo, mas não cuspa neste prato. Embriague-se de satisfação íntima e justifique-se dizendo que é um louco, apenas isso. Como você sabe, os loucos sempre encontram as portas do céu abertas.

Rita Lee, que já passou por poucas e boas, mas nunca se queixou de não ter uma vida interessante, anos atrás musicou com Arnaldo Batista estes versos: "Se eles são bonitos, sou Alain Delon/ se eles são famosos/ sou Napoleão/se eles têm três carros/ eu posso voar". Também faço da Balada do Louco meu hino, que assim encerra: "Mais louco é quem me diz que não é feliz".

Eu sou feliz.

PS.: Martha Medeiros me conhece, nem que seja em sonho!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Belas


Minhas queridas alunas fizeram uma apresentação hoje. E fiquei muito feliz. Pude perceber que estavam mais seguras e sempre muito belas.
Entendo perfeitamente o que acontece com nosso corpo minutos antes de entrarmos no palco. Já passei por esse momento diversas vezes. Parece que o que ensaiamos ao longo do tempo não vai sair, as pernas tremem, a barriga fica vazia, mesmo se comermos antes, o corpo não corresponde.
O corpo fala e age sozinho. Mas faz tudo certo, tudo lindo! É ele ali presente de corpo inteiro, entregue para um momento inesquecível. O coração aguenta firme todos os batimentos acelerados. Os minutos correm. E o momento sublime parece o mais rápido de toda história. Porém, o sentimento gritou: "Estou aqui, vivo, existo, faço parte de você!"
Parabéns meninas! Estavam lindas!

PS.: O nome da coreografia é "A Bela e a Fera".

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

coisas de cidade grande

Quase ia me esquecendo de contar algo extraordinário que aconteceu comigo hoje. Na verdade quero muito esquecer desse fato tão grosseiro. Estava eu indo para faculdade de manhã, lá pelas 8 horas e ultimamente tenho escutado música com meu mp3 e fone de ouvido. Logo quase não escuto nada o que se fala na rua, somente sons mais altos do que as belas músicas que vou escutando.
Perto de chegar no ponto de ônibus passo por uma mulher que me dirige a palavra, qualquer coisa que não escuto e não dou atenção, simplesmente ignoro a desconhecida. Eis que ela me dá um tapa no braço, com muita força e proveniente de raiva e amargura. E posso imaginar, por uma leitura labial, que me chama de vagabunda. Demorei um pouco para entender que era por esse nome que ela me chamava. Minha reação foi apressar o passo para chegar mais rápido no ponto de ônibus antes que pudesse ser espancada alí no meio da rua.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Capim


No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
-Quantos rins nós temos?
-Quatro! - Responde o aluno.
-Quatro? - Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.

-Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala. - ordena o professor a seu auxiliar.
-E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.

O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o 'Barão de Itararé'.

Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:

-O senhor me perguntou quantos rins 'nós temos'.. 'Nós' temos quatro: dois meus e dois seus. 'Nós' é uma expressão usada para o plural.Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento! Às vezes as pessoas, por terem um pouco mais de conhecimento ou 'acreditarem' que o tem, se acham no direito de subestimar os outros...

E haja capim!!!

PS.: Para pensar. Porque faltam palavras para escrever aqui por enquanto.

Boa semana!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Hoje

tudo está mais calmo. O mar está mais manso. O olhar está mais brilhoso. A vida está melhor. Não que ela estivesse pior. Acho que não?!?! Mas tudo parecia tão chato, tudo era e ainda é esquisito.

Só o tempo dirá. O que sentimos ontem, que é diferente do que sentimos hoje. E o tempo nos dará nomes, significados, explicações. O tempo é o mais compreensível das criaturas, e o mais paciente também.

sábado, 21 de novembro de 2009

É isso


PS.: Obrigada! Ketty!

PS.2: Legenda
"A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita." (Mário Quintana)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Antes

pensava que seria mais fácil escrever aqui. No começo achei que tudo seria lindo, que conseguiria escrever todos os dias, pensei que gostaria de expor tudo o que sentia. Mas não é ou não está sendo. Não estou conseguindo escrever todos os dias, como imaginei um dia. E não exponho tudo que sinto, como pensei que aconteceria. Acho que transferir ou transcrever em palavras tudo que sentimos, hoje, me parece impossível. Antes parecia simples, e muito possível. Antes era tudo mais límpido e claro. Era também mais real, mais concreto, acho que até mais verdadeiro. Hoje é mais triste, mais falso, mais dificil, mais feio. O antes era mais belo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Cidadão Boilesen


Através da surpreendente vida de Henning Boilesen, o documentário revela a ligação política e econômica entre empresários e militares no combate à luta armada durante o regime militar brasileiro.

PS.: Assisti este documentário e recomendo.

Filme: Cidadão Boilesen

Por Carlos Helí de Almeida (Jornal do Brasil)

Em abril de 1971, o empresário dinamarquês (naturalizado brasileiro) Henning Albert Boilesen, então diretor do grupo Ultragaz, foi executado por militantes da esquerda, acusado de financiar a repressão militar contra a guerrilha urbana. Sugerida em filmes (Pra frente Brasil, de Roberto Farias, Lamarca, de Sérgio Rezende) e peças (Sonata tropical, de Roberto Elisabetsky), a associação entre empresários brasileiros (particularmente os paulistas) e a ditadura militar (1964-1985), um tema tabu no país, é investigada a fundo no documentário Cidadão Boilesen, uma das atrações da 14ª edição do festival É Tudo Verdade, cuja versão carioca começa nesta quinta-feira, com a projeção para convidados de Domingos, de Maria Ribeiro. A primeira sessão do filme está marcada para dia 29, no Arteplex, às 20h.
Escrito e dirigido pelo jornalista Chaim Litewski, o filme tem como fio condutor a biografia do executivo, que veio para o Brasil no fim dos anos 30 e fez fortuna no país. Anticomunista ferrenho, Boilesen não só teria estado à frente da caixinha dos empresários que levantou fundos para financiar a Operação Bandeirantes (Oban) – a agência de repressão aos opositores dos militares – como também teria participado pessoalmente das sessões de tortura na sede do DOI-Codi de São Paulo. Cidadão Boilesen recorre a depoimentos de parentes, amigos, historiadores, políticos, militares e ex-integrantes da luta armada para traçar o perfil do controverso industrial, que frequentava as altas rodas e as colunas sociais e, supostamente, tinha o perverso hábito de visitar os porões da ditadura.
Há décadas os mistérios envolvendo a personalidade e a trajetória de Boilesen fascinavam Letewsk que, num primeiro momento, pensou em escrever um livro sobre o empresário. O jornalista chegou a recortar e guardar obituários publicados em jornais e revistas da época. Anos mais tarde, no entanto, soube da publicação de uma biografia do executivo na Dinamarca, intitulada Likvider Boilesen, de Henrik Kruger. Litewski desistiu de escrever um livro e começou a pensar num documentário biográfico sobre o dinamarquês.
– Cada descoberta só fazia aumentar meu interesse pelo personagem. Boilesen é um ser quase ficcional, parece que viveu uma dicotomia tipo Jekyll e Hyde, noite e dia – compara o diretor, radicado em Nova York. – O interesse por ele me acompanhou por muitos anos. Em 1994 comecei a me organizar no sentido de realizar um documentário sobre Boilesen e seu tempo. O grande problema de qualquer pesquisador é saber quando parar, botar um ponto final na pesquisa. Isso só aconteceu dois anos atrás, quando recebi a pasta dele do SNI (Serviço Nacional de Informações).
Sobre a memória de Boilesen pesam acusações consideradas absurdas pelo filho do empresário, um dos depoentes do documentário. Militantes da esquerda atribuem ao presidente da Ultragás a criação de um instrumento de tortura que emitia choques elétricos graduais, acionado por um teclado, que ficou conhecido como Pianola Boilesen. O empresário também teria sido colaborador da CIA, a agência de inteligência americana. Depoimentos de políticos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, religiosos como dom Paulo Evaristo Arns, ex-agentes da Oban, e ex-guerrilheiros são costurados numa tentativa de evitar a absolvição ou a condenação de um personagem vilanizado pela esquerda brasileira.
– De maneira alguma esse projeto deve ser visto, considerado ou percebido como revanchista ou revisionista. A ideia foi sempre incentivar o maior número possível de opiniões. Isso foi feito através de dezenas de entrevistas e fartamente ilustrado com cine-jornais, arquivos de TV, filmes de ficção, documentários, arquivos oficiais e particulares e outros materiais iconográficos – defende-se o diretor. – Não partimos de conceitos predeterminados. Os diferentes pontos de vista foram articulados e respeitados.
Não faz muito tempo, o Uruguai alterou a Lei de Anistia contra militares e a Argentina determinou que eles sejam julgados na Justiça Comum. Litewski espera que Cidadão Boilesen pelo menos contribua para jogar luz sobre um dos períodos mais tristes e obscuros da história brasileira recente:
– Para ser absolutamente sincero, não tenho ideia do tipo de impacto que esse documentário possa causar na sociedade brasileira. Espero que sirva para que se estude mais profundamente o tema. Isso já seria uma grande vitória.

domingo, 15 de novembro de 2009

Praia


Estava protelando uma visita a praia, aqui no Rio, por motivos variados. Mas consegui me libertar e foi muito bom.

Passando por momentos turbulentos. Espero que sejam passageiros.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Quase sem querer

video
Tenho andado distraído, impaciente e indeciso E ainda estou confuso. Só que agora é diferente: Estou tão tranquilo. E tão contente. Quantas chances desperdicei. Quando o que eu mais queria. Era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém. Me fiz em mil pedaços pra você juntar. E queria sempre achar explicação pro que eu sentia. Como um anjo caído fiz questão de esquecer. Que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira. Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo. Já não me preocupo Se eu não sei porquê Às vezes o que eu vejo Quase ninguém vê E eu sei que você sabe Quase sem querer Que eu vejo o mesmo que você. Tão correto e tão bonito. O infinito é realmente um dos deuses mais lindos. Sei que às vezes uso palavras repetidas. Mas quais são as palavras Que nunca são ditas? Me disseram que você estava chorando. E foi então que percebi Como lhe quero tanto. Já não me preocupo Se eu não sei porquê Às vezes o que eu vejo Quase ninguém vê E eu sei que você sabe Quase sem querer Que eu quero o mesmo que você.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Equador


Um pouco de Equador (Miguel Sousa Tavares)

"Não esperes nunca de mim que eu seja fiel a qualidades que não tenho. O que podes é contar com as que tenho, porque nessas não te falharei nunca."

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

amar rima com sonhar


Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: "Que tamanho tem o universo?" Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: O universo tem o tamanho do seu mundo. Perturbada, ela novamente indagou: "Que tamanho tem meu mundo?" O pensador respondeu: Tem o tamanho dos seus sonhos.

"A medida do amor é amar sem medida." Porque o amor pode estar onde você menos imagina!

Floripa

Estive afastada por alguns dias porque estava dedicando o meu tempo as pessoas que mais amo. Fui para Floripa fazer um concurso. E pude ficar com minha família, meus familiares e amigos. Foi rápido, nem deu tempo de ver, falar, conversar, ouvir, todos em que esperava encontrar. Realmente o tempo foi curto para matar as saudades.
Mas foram maravilhosos todos esses dias passados lá.
Não estive com meu irmão (ele não está morando lá, assim como eu) que eu também amo muitão e, claro, senti e sinto muita falta e saudades dele. Quero deixar registrado meu imenso carinho e gratidão por esse irmão tão especial. Obrigada! Maninho!

E obrigada a todos que me aturaram nesses dias... (rs)!

Boa semana para todos!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Amo!

video

Gente: sei que é uma chatice ter ídolo e mais chatice ainda é ser fã de alguém. Acho uma besteira essas coisas. Mas, sempre temos aqueles que preferimos, aqueles que mais admiramos, aqueles de quem gostamos mais ou menos sem saber por quê (?). Dentre tantas pessoas que eu gosto, assim meio que superficialmente, muito superficialmente, superficialmente mesmo é o reporter do CQC: Danilo Gentili. Quero compartilhar aqui um vídeo dele.

PS.: O nome do vídeo é "Sabichona na Plateia".

PS.2: As minhas amigas do balé já fizeram um fã clube para mim, super de brincadeira. E claro que eu adorei a ideia e a surpresa delas. E também adorava e adoro meus e minhas fãs (rsrs). O que não gosto é da forma fútil e inútil que pode transformar o fato de você gostar de alguém em algo tão bobo. É um assunto "relativo". Mas quero deixar claro que amo de paixão as minhas amigas do balé com toda criatividade. E agradece-las por fazerem parte da minha vida. Obrigada meninas! Vocês são muito especiais para mim.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Casa


Queria escrever sobre a casa nova. Queria falar sobre como saí da minha casa e como tenho trocado com frequência de moradas. Queria contar todos os acontecimentos. Queria falar o tanto de tempo que estou longe das pessoas que mais amo. Queria conseguir ser mais poética. Escrever um texto lindo com todas as minhas ideias e todas as músicas, como a música abaixo, misturadas e/ou dentro do texto para parecer mais criativa. Queria conseguir expressar de forma clara e prática tudo que eu penso e desejo, e como tudo é muito lindo dentro da minha cabeça. Mas, infelizmente meu cérebro está cheio de pensamentos. Que bom, né?!? E cheio de outras coisas também. Porém, o que eu consigo dizer é que meus medos mudaram. Vejo-me mais corajosa para coisas que antes não era. E mais medrosa para outras coisas. O que me alivia é que enquanto não consegui organizar meu tempo e minha escrita da forma que quero. Então, vou escrevendo tudo que me dá vontade e expondo meus planos.

Um grande beijo!

PS.: Pintura de kandinsky.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Caminhos do Coração (Gonzaguinha)


Há muito tempo que eu saí de casa
Há muito tempo que eu caí na estrada
Há muito tempo que eu estou na vida
Foi assim que eu quis, e assim eu sou feliz
Principalmente por poder voltar
A todos os lugares onde já cheguei
Pois lá deixei um prato de comida
Um abraço amigo, um canto prá dormir e sonhar
E aprendi que se depende sempre
De tanta, muita, diferente gente
Toda pessoa sempre é as marcas
Das lições diárias de outras tantas pessoas
E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá
E é tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho por mais que pense estar
É tão bonito quando a gente pisa firme
Nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos
É tão bonito quando a gente vai à vida
Nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração
E aprendi ...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Engolindo seco

Mais uma vez me esforço para ser agradável. Mas, as vezes não dá. Então, sigo sendo educada. Aquela educação que a minha Mãe me deu e que nesses momentos sempre acabo lembrando. Ainda bem. Também, nesses momentos que vão de encontro a tudo que eu penso, consigo me concentrar e controlar a minha boca. Sempre fico muito feliz quando consigo ficar quieta sem expressar qualquer tipo de crítica, julgamento, rejeição. Fico feliz porque esse tipo de comportamento é muito difícil para mim.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Seleção, selecionar, seletiva, seleta...


O que te vem a cabeça quando escutas essas palavras? E quando falas? Na minha vem uma sensação de tranquilidade e acho que até de paz. Porém, quase que concomitantemente acho esquisito se me conformo com esse tipo de sensação em relação a essas palavras e ao que elas sugerem. (Estou com preguiça de explicar sobre esse assunto. E também, não quero me expor tão literalmente). Principalmente quando pode parecer incoerente por mais prazeroso que seja sentir a paz e a traquilidade dentro nós. Pode parecer confuso, mas meus pensamentos estão confusos neste momento e o assunto é um tanto complexo sem querer complicá-lo.
...

Para relaxar!

A Vida
por Henfil

Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
E aproveite- os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
Até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão,outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado de beber;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;
E decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo.
Lembre-se: Felicidade pode ser o caminho todo.

PS.: Não sei se o texto acima é do Henfil mesmo, quando buscado da internet sempre desconfie. Mas sei que não é meu.

PS.2: Depois de ter passado por momentos mais introspectivos e posso dizer de muita tristeza e dor me encontro mais forte e mais feliz para continuar minha caminhada.

PS.3: Hoje encontrei uma pessoa muito especial e tenho um carinho imenso por ela. Acho que de alguma forma ela me traz força, segurança, confiança. Sei o quanto ela é guerreira.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Querido Amigo


Contigo aprendi a olhar para o céu. Aprendi que a generosidade não tem preço. Aprendi que a vida pode ser mais simples quando gostamos de viver e lutamos por aquilo que acreditamos. Aprendi que sorrir é bom, mas chorar também o é. Aprendi que é preciso sonhar e cada vez mais acreditar nos nossos sonhos. Aprendi que ser bom não tem explicação. Aprendi que podemos ser mais humanos e humanizados. Aprendi, também que é necessário sermos críticos. Contigo aprendi a ser mais gente! Ficarás para sempre em nossos corações. E obrigada por tudo. Serei eternamente grata a sua amizade.
...

Por Dauro Veras

Parisiense nascido em 1934, físico, astrônomo e educador, Maurice era isso tudo e muito mais. Um cidadão do mundo que respeitava profundamente a cultura local dos cantos por onde viveu - entre eles, o Sul da Ilha de Santa Catarina, que muito deve ao seu trabalho. Nas palavras de uma reportagem da revista Galileu, era um "inconformista, um intelectual que demole os muros...".

Tive a oportunidade de conviver com Maurice há uns dez anos, quando ele morava no Campeche. O agitador de Maio de 68 e das passeatas de Berkeley dedicava-se com energia a mais uma causa: a defesa do pacato bairro à beira-mar na capital de Santa Catarina, ameaçado pelas ideias megalômanas dos governantes da época. Formávamos um pequeno grupo de editores voluntários do Fala Campeche, jornal comunitário que defendia a participação democrática na construção do Plano Diretor. Nosso ativista francês dava contribuições preciosas. Inquieto, criativo, provocador, tinha uma atitude de permanente desafio ao lugar comum. Seu exemplo é uma herança importante. Ele deixa muita saudade, como acontece quando os homens sábios e generosos se despedem da vida. Espero que um dia o nome de Maurice Bazin batize uma praça, um observatório astronômico ou alguma outra instalação onde as pessoas do bairro possam se encontrar pra conviver, aprender e crescer juntas. Adeus, Maurice.

PS.: Faço minhas as palavras de Dauro. E também espero que o nome de Maurice batize algum lugar especial.
...

Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem se lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, asso, asso
Asso, asso, asso, asso, asso, asso
Porque se chamavam homens
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases lacrimogênios
Ficam calmos, calmos
Calmos, calmos, calmos
E lá se vai mais um dia
E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração na curva
De um rio, rio, rio, rio, rio
E lá se vai...
E lá se vai...
E o rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio-fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente, gente
Gente, gente, gente, gente, gente

(Milton Nascimento)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

"A palavra é de prata, o silêncio é de ouro"


As vezes não conseguimos ser sociáveis o tempo todo, as vezes não temos o que falar, as vezes só queremos ficar no silêncio, as vezes só queremos ficar quietos e nada mais. Não dá para forçar um sorriso, não dá para forçar uma conversa sem sentido, um contar sem querer, só para satifazer a vontade alheia.

Talvez, ontem compreendi melhor uma amiga minha que fica por muito tempo, muito mais tempo do que eu, no mundinho dela.

O silêncio, incomoda o outro. O outro tende a achar que aconteceu alguma coisa, o outro não consegue entender. O que talvez não seja para ser entendido.

As vezes queremos estar com nós mesmos. E mesmo que tenha acontecido algo, não diz respeito ao outro, quando escolhemos ficar sós. O que diz respeito ao outro é somente respeitar cada um no seu momento.
...

Por Martha Medeiros

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

PS.: Como podem perceber adoro as coisas que a Martha Medeiros escreve.

PS.2: A pintura é de Pollock.

domingo, 18 de outubro de 2009

Pessoas

Algumas queremos estar perto o tempo todo, falta até esse tempo. Outras queremos que fiquem longe. Algumas não queremos longe, mas ficam mesmo assim. Outras sentimos muita necessidade de encontrarmos. Eu sinto falta de muitas pessoas. De muitas pessoas eu sinto saudades.

Os ausentes

por Martha Medeiros

Eu não assisti ao programa, mas soube da história. O jornalista David Letterman recebeu Joaquim Phoenix para uma entrevista. O ator fez jus à fama de bad boy: não parou de mascar chiclete e só respondia com monossílabos e grunhidos, não facilitando o andamento da conversa. Letterman tentou, tentou, e como não conseguiu arrancar nada do sujeito, encerrou a entrevista com uma tirada que me pareceu perfeita: “Joaquin, uma pena que você não pôde vir esta noite” .

Quando uma pessoa se dispõe a dar uma entrevista, tem que entrar no jogo: responder com generosidade ao que foi perguntado e valer-se de uma educação básica, caso tenha. É bom lembrar que a maioria das entrevistas não é feita apenas para dar ibope ao programa, e sim para ajudar na divulgação de algum projeto do convidado. Ambos saem ganhando. Só quem não ganha é a plateia quando o convidado finge que está lá, mas não está. Madonna é até hoje o trauma da carreira de Marilia Gabriela, pelos mesmos motivos.

Claro que há quem defenda a atitude de Phoenix com o argumento da “autenticidade”, mas existe uma sutil diferença entre ser autêntico e ser grosso. É muita inocência achar que podemos prescindir de uma certa performance social. Espero não estar ferindo a sensibilidade dos “autênticos”, mas de um teatrinho ninguém escapa, a não ser que queiramos voltar a viver nas cavernas.

Não sou de me irritar facilmente, mas acho um desrespeito quando uma pessoa faz questão de demonstrar que não compactua com a ocasião. São os casos daqueles que se emburram em torno de uma mesa de jantar e não fazem a menor questão de serem agradáveis. Pode ser num restaurante ou mesmo na casa de alguém: estão todos confraternizando, menos a “vítima”, que parece ter sido carregada para lá a força. Às vezes, foi mesmo. Sabemos o quanto uma mulher pode ser insistente ao tentar convencer um marido a participar de um aniversário de criança, assim como maridos também usam seu poder de persuasão para arrastar a esposa para um evento burocrático. Não importa a situação: saiu de casa, esforce-se. Não precisa virar o mestre-de-cerimônias da noite, mas ao menos agracie seus semelhantes com dois ou três sorrisos. Não dói.

Dentro da igreja, ajoelhe-se. No estádio de futebol, grite pelo seu time. Numa festa, comemore. Durante um beijo, apaixone-se. De frente para o mar, dispa-se. Reencontrou um amigo, escute-o.

Ou faça de outro jeito, se preferir: dentro da igreja, escute-O. Durante um beijo, dispa-se. No estádio de futebol, apaixone-se. De frente para o mar, ajoelhe-se. Numa festa, grite pelo seu time. Reencontrou um amigo, comemore.

Esteja, entregue-se.

Se não quiser participar, tudo bem, então fique na sua: na sua casa, no seu canto, na sua respeitável solidão. Melhor uma ausência honesta do que uma presença desaforada.
...

PS.: Maninha esse texto quero muito compartilhar com você, sobre a conversa que tivemos há um tempo atrás em que falávamos da "Mallu Magalhães". Amo-te!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Correndo contra o tempo

Final do ano se aproxima e a partir de agora já começo a contar as horas para conseguir realizar todas as tarefas que preciso cumprir e finalizar. Momento tenso. Mas, vai passar.

Um grande beijo! Bom final de semana para todos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Parabéns Professor! Parabéns Educador!


Parabéns a todos e todas que contribuem e acreditam na educação. Para aqueles que lutam e fazem a diferença.

Mãe! Parabéns por mais um dia de comemoração do nosso calendário.

PS.: Coloquei "parabéns professor", porque a data é em homenagem ao dia dos professores. Mas, sei o quanto é imprescindível nos tornarmos e nos sentirmos EDUCADORES.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Samba da Bênção


Vinicius de Moraes / Baden Powell

(Cantado)
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

(Falado)
Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão

(Cantado)
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração

Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não

(Falado)
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba

(Cantado)
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

(Falado)
Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Sinhô, a benção, Cartola
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus

PS.: Escutei essa linda música pela manhã e gostaria de compartilhá-la.

Recomeço

Depois do feriado de segunda-feira, ontem tentei recomeçar minha rotina. Mas, já fui interrompida logo no primeiro horário. Quando fui seca para o estágio e não havia aula no colégio. Pois, passaram o feriado de quinta-feira para terça-feira e eu não sabia. Hoje tentei recomeçar a rotina novamente. Fui para o estágio e depois para a faculdade, mas não tive aula na faculdade. Então, devo voltar para o estágio daqui a pouco. Sei que amahã será feriado: "Dia do Professor", e não terei aula na faculdade nem amanhã, nem sexta. Essa semana será totalmente fora da rotina. Que agonia!

Um grande beijo!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

CQC

Gente! Como vocês já sabem fiz uma promessa de não assitir mais televisão. Mas, ontem (segunda-feira) lembrei do programa CQC que eu gosto muito. Inclusive me inscrevi para o processo de seleção do 8º integrante. Mas, não fui selecionada. O que quero dizer é que vou sentir saudades de assistir CQC.

PS.: Foi minha irmãzinha imprescindível que me apresentou o CQC.

Pensar se aprende pensando.

Penso muito, sempre fui assim muito pensativa. E acho que meus pensamentos vão se aprimorando a medida em que vou pensando. Quero dizer que o ato de pensar e consequentemente os pensamentos melhoram cada vez mais, pelo menos comigo tem acontecido isso. Tenho mais ideias, mais dúvidas, mais questionamentos, todos em processo, em andamento.

As vezes julgo algumas pessoas, repudio inúmeras atitudes. Mas, por mais que eu pense ainda não consigo transcrever todo esse sentimento entalado na garganta. Sei quem são as pessoas que amo verdadeiramente. Mas, todas as outras que não consigo amar me chateiam, me angustiam, me fazem ficar triste, mesmo eu lutando para não ficar.

Necessito quase que urgentemente exercitar a generosidade. O que para mim, é um desafio!

Um grande beijo!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Gu: Feliz Aniversário!


Gostaria de dedicar esse post ao meu amado primo Gustavo que está fazendo aniversário hoje. E por isso, essa data é tão especial.

Gu: É muito difícil descrever o quão importante você é para mim. O quanto todos os momentos em que estive e estivemos juntos são indescritíveis. Sua companhia é muito agradável e é muito bom estar ao seu lado. É muito bom experimentar seus deliciosos pratos.

Desejo-te tudo de melhor dessa vida. Toda paz, todo amor, toda saúde, todo sucesso, toda felicidade. Você merece! Amo-te!

Um grande beijo! Cheio de saudade!!!

Feliz

Feliz por estar perto de alguém tão especial.

Feliz por poder estar perto dessa pessoa que eu amo e que me ama.

Feliz por conseguir ser eu mesma num momento difícil e delicado.

Feliz por compartilhar momentos inesquecíveis.

Feliz por amar e ser amada de forma tão verdadeira, tão pura e tão simples.

sábado, 10 de outubro de 2009

Laban

Umas da melhores experiências que já tive na vida. Acabou hoje o curso que fiz sobre Laban e foram sábados maravilhosos que estive alí presente de corpo inteiro. Quero agradecer a nossa professora Patrícia que ministrou o curso tão bem, tão simples, tão clara, tão cheia de entrega, com vontade de que tudo caminhasse (para o infinito), tão intensa. Queríamos, ao mesmo tempo, cada um por si e todo mundo junto.
Essas experiências em grupo são muito enriquecedoras em diferentes aspectos. Tem um lado individual, a busca de cada um. Mas, também tem o todo, o coletivo que pode ajudar ou atrapalhar e, para mim, esse grupo só ajudou. Porque se o grupo não estivesse junto, não quisesse fazer e acontecer as coisas não fluíriam tão bem. Por isso, gostaria também de agradecer as pessoas maravilhosas que pude e tive oportunidade de conhecer em tão pouco tempo. Porque todas estavam muito dispostas para a pesquisa em questão.

Obrigada!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Chove sem parar


Pois é, a chuva chegou aqui no Rio também. O problema não é chover, porque sabemos os benefícios que traz para a natureza, o problema são os bueiros entupidos que enchem as ruas e não conseguimos andar, o problema são os carros, ônibus, caminhões, que sem dó, nem piedade espalham água por todos os lados... Queria escrever sobre vários assuntos hoje, mas a chuva tomou conta da minha cabeça e prefiro não misturar os variados assuntos para não pôr a culpa na chuva, a mais inocente de todas as criaturas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Querida Helaine!

Helaine, com H. Adorei seu lindo e primeiro comentário no meu blog. Foi ótimo você ter escrito, pois precisava saber se o campo de comentários estava funcionando e/ou ativo. Adorei...!!! Obrigada pela mensagem, obrigada pela amizade. Mesmo distantes sabemos o quanto gostamos uma da outra e isso é muito importante. Ah! Obrigada pelo site e pela matéria vou ler com calma. E também vi o blog que você falou acabei de procurar no google para saber o que aparecia e achei, só que o dela é: "enquanto tomo meu café" e o meu é "Enquanto eu tomo meu café". Também, te amo!

Um grande beijo!

Estágio

Para quem ainda não sabe eu faço faculdade de Educação Física e estou quase terminando. Para os cursos de licenciatura é obrigatório fazer estágio em escola e estou fazendo nesse semestre, o mais interessante é que começo a gostar. E também gosto de muitos professores que trabalham nessa escola. Vou contar aqui de um caso em especial que aconteceu hoje. Foi uma aula de avaliação e um aluno não estava devidamente uniformizado para fazer a avaliação de Educação Física, devidamente uniformizado quer dizer que não estava com o uniforme de Educação Física, por isso não poderia fazer a aula e nesse dia, em especial não pode fazer a avaliação. No final da aula o professor estava chamando individualmente cada um para dizer a nota e liberá-lo em seguida. Foi então, que o aluno que não havia feito a avaliação e por isso não esperaria pela sua nota, perguntou se estava liberado e se podia partir para a hora do recreio, e aí o professor respondeu: "Não, ex-combatentes serão os últimos. Pois, terão que carregar as macas". Achei muito interessante e até engraçado, aquilo me divertiu, alegrou o meu dia, uma simples "frase de efeito".

Bom dia a todos!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

amor e felicidade

Por Antonio Prata

Por que amor e felicidade são menos importantes que dor e sofrimento?
Você já reparou que somente histórias envolvendo alguma forma de sofrimento nos livram de um compromisso? Se uma pessoa chega atrasada na escola, ao trabalho ou a um jantar, diz que foi um pneu que furou, uma carreta virada na avenida, o velório da tia-avó ou a gripe do periquito que a atrapalhou.

Sempre problemas. Imagine só se uma amiga sua chega ao meio da aula e explica feliz da vida, para a professora: "no caminho eu encontrei um cara lindo, a gente começou a conversar e quando eu vi, já tinham se passado quarenta minutos... Posso entrar?"
Não ía dar certo. Já se ela aparece dizendo: “Putz, professora, o pneu do ônibus furou; o motorista foi trocar e teve um torcicolo e não conseguia se mexer; nesse momento os assaltantes chegaram e me fizeram de refém; minha mãe foi tirar dinheiro pra pagar o resgate e a máquina engoliu o cartão.

Tivemos que pedir dinheiro emprestado para minha avó. Por isso, cheguei agora”. Aí sim ela poderia assistir a aula. Nessas e noutras situações tenho a impressão de que vemos o sofrimento e a dificuldade como mais nobres do que a felicidade e a facilidade. Já presenciei uma conversa em que as pessoas competiam para ver quem sofria mais. Uma disse que pegava dois ônibus até a faculdade. A outra falou: "Eu tenho que pegar dois ônibus e um trem". Uma terceira sorriu, porque a parada estava ganha: "E eu tenho que pegar dois ônibus, um trem, ando dois quilômetros e tenho joanetes". Eu, que moro ao lado, vou a pé e não tenho joanetes fiquei quieto, envergonhado.

Não é à toa que o sofrimento é tão valorizado em nossa sociedade. Afinal de contas, há dois mil e quatro anos o nosso maior símbolo é um homem pregado na cruz. O filho de Deus, que morreu por nós. Por isso, dizem os católicos, temos que ter uma vida de sofrimento e humildemente aceitar desgraças. Que horror! Imagine que bom se em vez do crucifixo cultuássemos um Jesus
tomando banho de rio? Ou jogando bola? As pessoas levariam no pescoço pingentes do filho de Deus se preparando para um mergulho, tomando sol ou andando numa bicicleta!

Melhor ainda, se nos altares Jesus estivesse dando um beijo apaixonado em Maria Madalena, sua namorada. Aí, ao passarmos por uma igreja ou um cemitério, não faríamos o sinal da cruz, mas daríamos um beijo. E aprenderíamos, desde criancinhas que o filho de Deus veio ao mundo beijar o próximo e mostrar que o amor e a felicidade eram mais importantes que a dor e o sofrimento. Se fosse assim, quando a garota atrasada contasse a história do garoto lindo e da conversa, a professora daria um sorriso e a convidaria a entrar, sabendo que aquela aluna já havia aprendido o mais importante sobre a sua vida.
...

PS.: Já aconteceu comigo, cheguei atrasada numa aula porque preferi assistir um filme na própria faculdade, mas não expliquei que havia me atrasado porque estava assistindo um filme. Porém, valeu a pena assistí-lo. A vida acontece também por questões de escolhas, temos o direito de escolher o que queremos, felizmente, e a nossas escolhas refletirão necessariamente em nossa vida. O que quero dizer, é que depende de nós sermos felizes ou não. E aí cabe a cada um descobrir o que o faz feliz.

parece mas não é


Antes de postar qualquer coisa aqui, ainda fico um pouco confusa sobre o que escrever e como gostaria de me expor. Porque, querendo ou não, é um tipo de exposição. Penso nesse blog como uma forma de diário, porém no fundo sei que não o é. Porque acabo por não escrever qualquer coisa de forma espontânea e inconsciente. Penso (muito) sobre o que quero escrever. As vezes nem tanto.
Sou movida por radicalismos e não sei explicar porque sou assim, acho que um dia saberei ou deixarei de ser tão radical. O que acontece é que mesmo sem ter religião fiz uma promessa para mim, uma promessa no sentido de prometer algo e só, no sentido mais literal possível, e sem duras penas. Então, a promessa mais atual é que parei de assitir televisão (sério!), achei que estava me atrapalhando e parei, não sei até quando (?). Mas, já pensei que em 2016 vou querer ver as olimpíadas.
Para compensar, nos momentos em que preciso relaxar, ultimamente tenho assistido filmes. Ontem mesmo, assisti um filme, que eu sei, que é bem antigo chamado "Geração Prozac", na verdade tem muitos filmes antigos que não assisti. Isso provavelmente acontece com a maioria das pessoas, acho que não conseguimos assistir "todos" os filmes que estão sendo lançados, talvez pelo próprio gosto. Acontece que achei o filme muito interessante, porque tenho muitas dúvidas sobre as pessoas que sofrem de depressão. Eu, felizmente, nunca passei por isso. Mas, conheço pessoas que passaram e realmente tive dificuldade em compreendê-las. Esse filme clareou um pouco meus pensamentos sobre esse assunto.
No mais a vida segue! Bom dia para todos!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Viver é não ter a vergonha de ser feliz!


Quando falei para minha irmã sobre meu blog ela me perguntou sobre o que era e sobre o que eu ia escrever aqui. Se não ia ficar botando poemas de outras pessoas (?). Respondi que ia escrever sobre minha vida, como uma espécie de "diário virtual", e aí ela brincou: iiihhh... "imprensa marrom" (rsrs - rimos juntas). Eu e minha irmã, somos assim, rimos à toa, de nós mesmas ou de qualquer coisa... já faz algum tempo que somos assim... amigas... grudadas. Mas, nem sempre foi assim, quando éramos crianças brigávamos muito, mas sempre voltávamos a nos entender, até que não brigamos mais... Minha irmã é muito importante para mim, eu diria imprescindível. Mesmo assim, nesse blog irei compartilhar textos que leio por aí.. e que gostaria que outras pessoas conhecessem. Então, aí está um texto de Martha Medeiros que escreve para um jornal aqui do Rio.

Ninguém se envergonha mais

por Martha Medeiros

"As pessoas que frequentam o noticiário não são representantes de toda a sociedade, apenas de uma parcela dela. Mas pela projeção que recebem, ficamos tentados a traçar o perfil do novo homem e da nova mulher baseados em seu comportamento, e é por essas e outras que estamos com a impressão de que a vergonha sumiu do mapa.

Lembro de meus pais dizendo que não era vergonha nenhuma chorar, ter medo ou ter dúvidas. Me instruiam para jamais sentir vergonha de perguntar, pois quem pergunta, diziam eles, pode passar por ignorante uma vez, mas quem não pergunta permanece ignorante a vida inteira. Era sobre essas vergonhas que falávamos em casa, porque roubar, mentir ou se vulgarizar estava fora de pauta. Nossas vergonhas eram inocentes se comparadas com a falta de constrangimento que viria a imperar mais tarde.

A julgar pelo que se vê por aí, alguém ainda sente vergonha? Fazendo um apanhado do que se noticiou nas últimas semanas, dá pra acreditar que as pessoas ainda sintam alguma espécie de pudor? Um presidente do Senado é soterrado por denúncias, seus pares aprovam o arquivamento das investigações e ninguém fica nem vermelho. Um ex-presidente que jamais deu contribuição intelectual ao país e que nunca publicou um livro é empossado numa Academia de Letras e não vê nenhum vexame nisso. Um piloto de Fórmula 1 provoca um acidente de propósito, colocando pessoas em risco e corrompendo o espírito esportivo, e tudo não passa de uma consequência da máfia que rege o esporte hoje: o que antes era saudável, agora só existe para ser rentável.

Dopings, blefes, corrupção, empulhação. Tudo acontece pela falta de hábito de negar-se ao erro. “Não, eu não vou continuar num cargo que desonrei”. “Não, eu não vou concorrer a uma vaga numa entidade que está fora do meu círculo de atuação”. “Não, eu não aceito protagonizar uma farsa, mesmo que meu contrato não seja renovado”.

Danem-se os contratos. Danem-se os holofotes. Danem-se as ambições. Há momentos em que o caráter está em jogo e não se pode negociar.

Lembrei agora, numa escala bem menor de importância, dessa nova onda de se autografar revistas eróticas. Não vejo problema em uma mulher ou homem posarem nus, mas me pergunto se um livreiro não fica encabulado de aceitar que uma ex-BBB, por exemplo, utilize um recinto ocupado por obras de Guimarães Rosa, Machado de Assis e Clarice Lispector para distribuir dedicatórias na própria bunda. Ninguém vê nada de constrangedor nisso? Pelo visto, nada. É apenas a outra face da honradez: assumir o ridículo de seus atos e envaidecer-se deles. Também já não provoca vergonha aparecer na capa de uma revista e dizer que encontrou o amor eterno, e dali a dias deixar-se fotografar com outro amor pra sempre, e na edição seguinte ser flagrada aos beijos com, agora sim, um amor definitivo, e assim ir expondo frivolamente seus enganos quanto à intensidade de suas paixões. É a outra face da honestidade: o recato é que passou a ser condenável.

Como eu dizia, é só uma parcela do todo. Ainda há quem sinta vergonha de se exibir de forma descontrolada, vergonha de aceitar qualquer coisa por dinheiro, essas vergonhas benéficas, que ajudam a manter uma certa moralidade. E no caso de se fraquejar, que ninguém é perfeito, confio que ainda há quem faça um mea-culpa, apague a luz, fale baixo e não coloque o nariz pra fora de casa tão cedo, pois essa é a única face da humildade, creio que não há outra."

Revista do jornal O Globo - 20.09.2009

Um grande beijo!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ufa!

É, ufa! Acabaram as provas. Mas, a semana segue, ou melhor, começou... probleminhas para resolver, aulas para dar, tarefas a cumprir. Recomeço! Acho que define todo início de semana, que para mim, começa na segunda e não no domingo. Assisti três filmes ontem: Che, Um segredo entre nós e A verdade sobre o Amor (necessariamente nessa ordem). Lindos! Mas, gostei mais do primeiro e do último. Boa semana para todos!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

É a nossa vez!


"É a hora e a vez do Brasil", do Rio de Janeiro e da América do Sul em 2016.
Num discurso chave para candidatura da "Cidade Maravilhosa", Lula disse:
“Essa candidatura não é só nossa. É também de um continente com quase 400 milhões de homens e mulheres e cerca de 180 milhões de jovens. Um continente que nunca sediou os Jogos Olímpicos. Está na hora de corrigir esse desequilíbrio.”
Fica aqui registrado a minha felicidade em sediarmos os jogos olímpicos. E a minha emoção juntamente com o nosso presidente.

Correr


Então, continuo na correria. Ontem escrevi uma mensagem com esse mesmo título, só que acabei excluindo-a, porque, como já disse, ainda estou aprendedo a mexer aqui. E quando não gosto de alguma coisa e não consigo modificá-la e/ou melhorá-la, enfim, deixar do jeito que quero, acabo por deletar e refazer. Fiquei um pouco frustrada com a minha ignorância e, eu diria, até incapacidade. Mas, o fato de poder apagar e ajustar me consola em algum aspecto.

Para falar um pouco sobre a mensagem e dar significado ao título, eu escrevi sobre a correria do cotidiano, de tantas coisas para fazer, pensar, agir, entregar e conseguir. E o fato de que ainda consigo correr e sempre que posso corro, não como atividade física constante. Mas, quando não estou com nunhuma bolsa, mochila, pesos, etc. E preciso ir ao banheiro na faculdade, por exemplo, dou aquela corridinha e já me sinto mais leve... mais leve do que já sou. E tiro "todo aquele peso das minhas costas" de responsabilidades por alguns minutos.

"Não voltaria no tempo para consertar meus erros, não voltaria para a inocência que eu tinha - e tenho ainda. Terei saudades da ingenuidade que nunca perdi? Não tenho saudades nem de um minuto atrás. Tudo o que eu fui prossegue em mim."

Aprendendo

Bom! Ainda estou aprendendo a mexer no blog. As vezes até acho difícil e chato. Mas, estou adorando ter uma espécie de "diário virtual". Confesso que fico um pouco receosa quando estou escrevendo. Sobre como escrever, sobre como falar das pessoas sem expor. Fico pensando em tomar cuidado com as coisas que escrevo é um exercício.

Também, quero falar aqui sobre a dor de uma amiga muito especial que acabou de perder sua Mãe para uma doença. Fica aqui expresso todo meu conforto e carinho que quero dedicar a essa amiga que passa por um dos momentos mais dificeis da vida. Acho que deve ser muito delicado, porque não consigo me imaginar nessa situação, apesar de todo e qualquer esforço que eu faça. Amiga! Estou aqui para o que você precisar. Podes contar comigo! Amo-te!

Um grande beijo!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Enquanto eu tomo meu café...


Não é fácil (Carlinhos Brown)
Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar
Todo dia de manhã
Enquanto eu
tomo meu café
amargo
É ainda boto fé
De um dia
te ter ao meu lado
Na verdade
eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo
para talvez te ver
Na verdade
eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil
Todo dia de manhã
Enquanto eu tomo
meu café amargo
Eu ainda boto fé
De um dia
ter você ao meu lado
O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil, Não é fácil
Se você quisesse
ia ser tão legal
Acho que eu seria
mais feliz
Do que qualquer mortal
Na verdade
não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho


Oi: gente! Acabei de fazer o meu blog: "Enquanto eu tomo meu café...". Agora falta aprender a mexer e usar mais essa ferramenta da comunicação que a internet nos proporciona.

Estou feliz! E demorei um pouco para escolher o nome do blog. Mas, acho que essa música da Marisa Monte, achei que era da Marisa, tem tudo a ver comigo.

Um grande beijo!